O prefeito Misael Oliveira e o seu mestre Vanderlan estão tentando construir uma imagem falsa que precisa ser desmascarada urgentemente. Eles fazem uma propaganda mentirosa por todo o estado de Goiás de que representam um novo eixo político, pautado em uma gestão técnica da administração pública. Isso não passa de uma propaganda politiqueira e enganosa, pois tanto na administração de Vanderlan quanto no início da gestão de Misael, vemos o predomínio do velho clientelismo e do patrimonialismo típicos da política mais arcaica existente em Goiás. Esse tipo de prática política precisa ser abolida urgentemente.

Nas escolas municipais esse arcaísmo é descarado. Desde o início da nova gestão foi mantida uma forma clientelista da administração pública herdada do seu antecessor, com a persistência de uma mentalidade e prática tradicionalista e antidemocrática. Por isso que não existe nenhuma proposta de democratização do ambiente escolar, além das demagogias da época da campanha.

Enxergando as escolas como meros currais eleitorais para os seus mesquinhos interesses imediatos de acomodação dos seus aliados políticos, o prefeito Misael precisa manter as escolas municipais no seu controle, no seu cabresto, para impedir qualquer negociação ou convencimento da sociedade civil, que tudo seja imposto guela abaixo de maneira antidemocrática. O grande objetivo dessa política é o loteamento das escolas com os seus vassalos vereadores, que consequentemente aumentam o poder unidimensional do susserano Misael através dos laços da fidelidade interesseira. Essa política fortalece a teia de poder e de controle político da sociedade civil canedense por parte do coronel Misael.

A coerência anda longe do prefeito Misael. Ele prometeu no seu programa de governo a realização de eleições para diretores das escolas municipais, mas até agora não demonstrou nenhuma boa vontade ou algum indicativo para o cumprimento dessa promessa. Nada de concreto foi feito em direção a democratização das escolas, ao contrário, as primeiras ações do prefeito demonstram claramente o caminho oposto, permitindo que o loteamento das escolas e CMEI's pelos vereadores não segam nenhum critério técnico, apenas as conveniências políticas.

Hoje, cada escola em Senador Canedo possui um dono ou padrinho vereador. Eles mandam nas escolas municipais, indicando funcionários e usando-as para fazer suas tradicionais politicagens. Como não realizam concurso público para funcionários administrativos das escolas municipais, esse tornou-se um terreno fértil para o fortalecimento do poder privado dos vereadores. Por exemplo, a escola Pastor Albino no Jardim das Oliveiras virou um curral do vereador Roberto Lopez, que indica desde o diretor a todos os funcionários contratados, criando uma relação de favores feudais no interior da escola. Outro exemplo é a escola Vovô Dulce, curral do vereador Sérgio Bravo. Assim como a Escola José Botelho, que agora vai se tornar um curral da vereadora Marcelita Manze depois do afastamento da diretora Izaura Barroso.

Minimamente, por questão de coerência, o prefeito Misael já deveria ter marcado uma data para a realização das eleições para dietores, com o objetivo de escutar e respeitar as comunidades escolares e cumprir uma de suas promessas de campanha. Não existe desculpa para a não realização das eleições para diretores além da politicagem barata. Essa é a primeira medida para a conquista de uma democracia mínima no interior das escolas e para o início do rompimento com o clientelismo que impregna o início da gestão do coronel Misael.