Dois estudantes moradores da casa, ambos homossexuais, se dirigiam ao banheiro quando encontraram os dois agressores bêbados no corredor, esmurrando portas e janelas e gritando coisas sem sentido. Um deles, identificado como Avelino, se dirigiu a um dos estudantes e empurrou-o com o punho fechado, esbravejando palavras sem sentido até então, os dois estudantes, sem entender o que acontecia, seguiram ao banheiro.

Alguns minutos depois os dois agressores entraram no banheiro e, enquanto a vítima tomava banho, Adelino esmurrava a porta do box, e gritavam coisas como "esse banheiro é de homem, não é de mulher não", "essa racinha é tudo igual, brasileiro é tudo igual", "encosta em mim que morre, mulherzinha". Em seguida o estudante foi atacado no momento que abriu o box do banheiro, tentou se defender com um pedaço da porta que havia se soltado ao ser esmurrada, após levar alguns murros, chegaram outros estudantes que separaram a briga. Depois do ocorrido, as assistentes sociais da PROCON levaram os estudantes portugueses para um apartamento custeado pela UFG, que foi uma solução bastante absurda para o ocorrido.

Os fatos nos demonstram claramente que a ação foi motivada por homofobia e é inaceitável que atitudes como essa passem desapercebidas na sociedade e muito menos na Universidade. Ignorar tal agressão é fechar os olhos para as centenas de casos de homossexuais, negros/as, nordestinos/as, imigrantes e outros grupos que já sofreram agressões semelhantes, como exemplo, o recente caso de agressão sofrido pelo estudante de filosofia na UnB, por um estudante assumidamente integralista.¹

Não devemos permitir que tais agressões e práticas fascistas, violentas ou institucionais, aconteçam livremente. Tais atitudes devem ser analisadas de maneira politizada e combatidas, pois a intolerância é consequência da lógica explorador X explorado. Também é necessário analisar as táticas de combate à agressões, já que muitas das maneiras utilizadas pelos grupos de esquerda atualmente ficam contidas em atos simbólicos pós-modernos. Não devemos nos intimidar perante tais atitudes, é necessário organizarmo-nos para combatê-las. Omitir-se sobre casos como esse é permitir agressões semelhantes no futuro.

NENHUMA AGRESSÃO SEM RESPOSTA!!!


¹  http://redeclassista.blogspot.com.br/2013/01/repudio-agressao-integralista-na-unb.html