| Reflexões a propósito de uma resposta não escrita sobre redes sociais e segurança Por Legume Lucas, no Passa Palavra 17/02/2013 às 18:09 Será que a tecnologia de controle invalida a sua utilização para a mobilização social?  A discussão proposta aqui - http://passapalavra.info/?p=72438 e republicado em http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2013/02/516477.shtml - acerca da utilização das redes sociais para o mapeamento da atividade política me recordou discussões muito presentes na época em que atuava no Centro de Mídia Independente e as redes sociais ainda não tinham sua atual abrangência. Deixo claro que não pretendo negar o mapeamento e a repressão voluntária permitida por estas novas redes, mas sim acrescentar novos elementos acerca da discussão sobre a segurança e a mobilização nas redes sociais. Grande parte desta criação da chamada web 2.0 surgiu da experiência das lutas sociais protagonizadas pelos movimentos altermundistas. Nomeadamente o twiter foi criado por um ex-voluntário do CMI com o intuito de permitir relatos curtos e facilmente compartilháveis sobre manifestações; quando a imprensa internacional "descobriu a utilização inovadora" desta ferramenta no Egito, ele teria declarado "mas é obvio que funciona para manifestações, foi para isto que o criei". Contudo, a aproximação, voluntária, destes militantes com o mundo empresarial levou ao desenvolvimento de uma tecnologia de controle impressionante. Será que isto invalida a sua utilização por esquerdistas ou para a mobilização social? Leia mais, em:
URL:: http://passapalavra.info/?p=72653 >>Denuncie abusos na política editorial >>Complemente esta matéria O autor do texto escreveu: ''Nomeadamente o twiter foi criado por um ex-voluntário do CMI com o intuito de permitir relatos curtos e facilmente compartilháveis sobre manifestações; quando a imprensa internacional "descobriu a utilização inovadora" desta ferramenta no Egito, ele teria declarado "mas é obvio que funciona para manifestações, foi para isto que o criei". '' Tu poderias mencionar as fontes? Onde e quando elea firmou isso? Como é o nome do fulano? Ele desenvolveu este brinquedo sozinho? É preciso dizer com toda a clareza que uma empresa dessas nada pode ter a ver com os interesses dos movimentos sociais. No ano passado, por exemplo, ela anunciou que irá criar uma sucursal na Alemanha. Escolheu o ex-diretor do setor de multimeios da empresa de desinformação mais conservadora existente na Alemanha (Bild) para dirigir o projeto: ''Im Frühjahr 2012 wurde bekannt, dass Twitter den Aufbau einer deutschen Niederlassung in Berlin plant.veraltet Geleitet werden soll sie von Rowan Barnett, der zuletzt Leiter der Social-Media-Abteilung von bild.de war.'' http://de.wikipedia.org/wiki/Twitter Segundo esta mesma página da Wikipedia, a empresa Twitter se reserva o direito de repassar/vender os dados pessoas dos usuários a terceiros (CIA, ...). ''Twitter sammelt personenbezogene Daten seiner Benutzer und teilt sie Dritten mit. Twitter sieht diese Informationen als einen Aktivposten und behält sich das Recht vor, sie zu verkaufen, wenn das Unternehmen seinen Eigentümer wechselt.'' Ou seja, temos aqui uma empresa tão ou mais perigosa para o controle dos movimentos de resistência ao kolonialismo como as demais sediadas no Norte ou as pelegas nortenhas (avassaladas) do Sul. Olho aberto, portanto!  | A tecnologia invalida sim, pois todas essa nova tecnologia de redes sociais é estritamente controladas por empresas.
Estas empresas primam por bons relacionamentos com as autoridades (salvos raras exceções, apoiadas por Estados externos).
Caso alguém tente difundir informação RELEVANTE e CONTRÁRIA ao interesse de autoridades, esta informação simplesmente não será difundida através das redes sociais que contam com algoritmos de bloqueio e controle de difusão (em último caso será removida manualmente).
Além do efeito de difusão ser controlado, ficará comprovada e registrada a origem da informação (quem e local), funcionando como um dedo-duro.  | Mesmo que toda a mídia comercial fale todo tempo sobre 'redes sociais', se referindo aos produtos comerciais facebook, twitter, myspace etc., não consigo ver nada de social nisso!
Considerando que o dono é quem realmente acaba decidindo quando o bicho pega, faríamos muito provavelmente bem ao questionar, rejeitar e evitar a repetição desse termo neste contexto, pois ele sugere que estas quinquilharias são 'sociais', o que no mínimo é duvidoso. Para serem sociais, deveriam ser gestionados pelo grupo social que os usa. Contudo, apenas uns poucos aristocratas se reservam ao direito de controlar o meio, se reservando inclusive de forma explícita - como alguém expos acima - ao direito de vender-nos como massa-de-manobra. Os usuários acabam tendo tantos direitos e liberdades neste quintal forjado pelas respectivas empresas como os frangos no galinheiro. Correm de um lado para o outro, segundo os corredores abertos - ou fechados - pelo dono dessa produção de massa - carne de canhão!
Diante disso, me parece adequado usar o termo 'redes anti-sociais' quando nos referimos ao facebook, twitter, myspace ...
No dia em que democratizarem o controle da ferramente para todos os usuários, podemos passar a usar o nome sociais, sem estar faltando com a verdade.
| | | | | © Copyleft http://www.midiaindependente.org: É livre a reprodução para fins não comerciais,
desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.
| |