| A IMPRENSA BRASILEIRA NÃ E DEMOCRATICA Por EMIR SADER 18/02/2013 às 21:00 \ A imprensa brasileira não é democrática Emir Sader A imprensa tradicional brasileira, a velha mídia, não é democrática, de qualquer ponto de vista que seja analisada. Antes de tudo, porque não é pluralista. Do editorial à ultima página, a visão dos donos da publicação permeia tudo, tudo é editorializado. Não podem, assim, ter espaço para várias interpretações da realidade, deformada, esta, pela própria interpretação dominante na publicação, do começo ao fim. Não é democrática porque não contém espaços para distintos pontos de vista nas páginas de debate, com pequenas exceções, que servem para confirmar a regra. Não é democrática porque expressa o ponto de vista da minoria do país, que tem sido sistematicamente derrotada desde 2002, e provavelmente seguirá sendo derrotada. Não expressa a nova maioria de opinião política que elegeu e reelegeu Lula, elegeu e provavelmente reelegerá a Dilma. A imprensa brasileira expressa a opinião e os interesses da minoria do país. Não é democrática, porque não se ancora em empresas públicas, mas em empresas privadas, que vivem do lucro. Assim, busca retorno econômico, o que faz com que dependa, essencialmente, não dos eventuais leitores, ouvintes ou telespectadores, mas das agências de publicidade e das grandes empresas que ocupam os enormes espaços publicitários. São empresas que buscam rentabilidade para sobreviver. Que não se interessam por ter mais público, mas público ?qualificado?, isto é, o de maior poder aquisitivo, para mostrar às agências de publicidade que devem anunciar aí. São financiadas, assim, pelas grandes empresas privadas, com quem têm o rabo preso, contra cujos interesses não vão atuar, o que seria dar um tiro no próprio pé. Não bastasse tudo isso, as grandes empresas da mídia privada são empresas de propriedade familiar. Marinho, Civita, Frias, Mesquita ? são não apenas os proprietários, mas seus familiares ocupam os postos decisivos dentro de cada empresa. Não há nenhuma forma de democracia no funcionamento da imprensa privada - são oligarquias, que escolhem entre seus membros os seus sucessores. Nem sequer pro forma há formas de rotatividade. Os membros das famílias ficam dirigindo a empresa até se aposentarem ou morrerem, e designam o filho para sucedê-los. Tampouco há democracia, nem sequer formal, nas redações dessas empresas. Não são os jornalistas que escolhem os editores. São estes nomeados ? e eventualmente demitidos ? pelos donos da empresa, os que decidem as pautas, que têm que ser realizadas pelos jornalistas, com as orientações editorializadas da direção. Uma mídia que quer classificar quem ? partidos, governos etc. ? é democrático, é autoritária, ditatorial, no seu funcionamento, tanto na eleição dos seus dirigentes, quanto na dinâmica das suas redações. Como resultado, não é estranho que essa mídia tenha estado ferreamente contra os mais populares e os mais importantes dirigentes políticos do Brasil ? Getúlio e Lula. Não por acaso estiveram contra a Revolução de 30 e a favor do movimento contrarrevolucionário de 1932 e o golpe de 1964, que instalou a mais a sangrenta ditadura da nossa história. Coerentemente, apoiaram os governos de Fernando Collor e de FHC, e se erigiram em direção da oposição aos governos do Lula e da Dilma. Em suma, a velha imprensa brasileira não é democrática, é um resquício sobrevivente do passado oligárquico do Brasil, que começa a ser superado por governos a que ? obviamente ? essa imprensa se opõem frontalmente. A democratização do país começou pelas esferas econômica e social, precisa agora chegar urgentemente às esferas políticas ? Congresso, Judiciário ? e à imprensa. País democrático não é só aquele que distribui de forma relativamente igualitária os bens que a sociedade produz, mas o que tem representações políticas eleitas pela vontade popular, e não pelo poder do dinheiro. E que forma suas opiniões de forma pluralista e não oligárquica. Um país em que ninguém deixa de falar, mas em que todos falam para todos. 09/02/2013 http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=1188 http://www.alainet.org/active/61597?=pt
>>Denuncie abusos na política editorial >>Complemente esta matéria Empresa democratica, somente a cubana, o restante tem somente interesses.  | Pela lógica destes grandes grupos de comunicação para massas, o cidadão que quizer ter o direito de expressar seu ponto de vista, tem que montar sua própria rede de comunicação de massas, pois cada veículo é para expressar o ponto de vista de seu dono. Então a liberdade de expressão vira uma questão de quem tem mais dinheiro e poder para sobrepor a sua versão sobre quaisquer outras existentes. Nossa história, inclusive a história recente, está recheada de exemplos onde os poucos grupos que concentram o poder de comunicação no país, buscam inclusive influenciar resultados eleitorais, ocultando e manipulando informações relevantes. Eles se acostumaram a dominar o imaginário de imensa fração de nossa sociedade, e não aceitam compartilhar este poder. O autor do texto, está coberto de razão em suas observações, e o comentarista que se seguiu, não tendo argumentos para contrapor, apresentou seu raciocínio maniqueísta, segundo o qual, se há alguma outra sociedade onde a situação seja pior, isto é prova de que nossa mídia é "democrática".  | Vamos ver se eu entendi: a imprensa brasileira não é democrática porque os meios de comunicação pertencem a particulares e visam o lucro?
Só que para ter lucro é preciso vender. Mesmo os veículos que se sustentam mais nos anunciantes do que na venda avulsa, dependem indiretamente das vendas, pois bons anunciantes só contratam veículos que vendem muito. E para vender muito, é preciso publicar o que o leitor que ler. Todo jornalão procura ter um plantel variado de colunistas de todas as tendências, justamente para satisfazer ao máximo possível de leitores, e assim vender o máximo e ter o máximo de lucro.
Os barões da mídia só publicam as opiniões da elite porque eles próprios pertencem à elite? Você se esqueceu que os barões da mídia não publicam notícias para eles mesmo lerem. Eles vendem notícias para o grande público, e se não agradar ao leitor, deixarão de ter lucro, pois o leitor vai comprar o jornal do concorrente. É o mercado que obriga a mídia a ser democrática. O mercado é a expressão do Desejo Coletivo das massas, que é um dispositivo de execução da vontade da maioria muito mais eficiente que qualquer dipositivo político de representação da maioria já inventado.
Se a mídia nãopertence a particulares, ela pertence ao Estado. E só publicará a opinião do stado. Isso é democratizar a mídia?
Ou então cada um deve ter a sua própria mídia e publicar apenas aquilo que lhe interessa. Mas isso já existe, chama-se Blog. A mídia já está democratizada, ao menos nos países capitalistas. O mais é bobagem.  | Ora, Pedro Bundim, os meios de comunicação no Brasil estão concentrados nas mãos de poucas famílias. A informação no Brasil é controlada por essas famílias. Isso é ser democrático? Seu fanatismo pró-mercado não encontra eco nem nos países desenvolvidos. O próprio site da CIA afirma isso sobre o Brasil: "private media ownership highly concentrated (2007)" - a propriedade da mídia privada é altamente concentrada. Como o elitor pode "escolher" o que ler e ver se existe esse oligopólio? Democracia pressupõe pluralidade - algo quase inexistente numa mídia concentrada. A mídia não está democratizada, só se for no seu reino da fantasia.
Jornalismo não é como vender peixe no mercado, só idiotas como você tomam por certo o modus operandi da imprensa brasileira.
Pedro Bundim é uma máquina de reproduzir bobagens!  | O defensor do sistema socialista, aqui se posicionando como uma foca, comenta que para ser democratico não tem que ficar na mão de poucas familias, enquanto que é um adorador do sistema em que toda a imprensa fica na mão de uma unica familia. Ou em cuba existe a possibilidade de ter varias opções de imformação?  | Jornalismo não é como vender peixe no mercado? Todo funcionamento de todo mercado é análogo. O comprador é livre para escolher o peixe e para escolher o jornal.
Você naturalmente supõe que como os donos dos jornais formam um oligopólio, eles vão combinar entre si tudo o que vão publicar e o que vão deixar de publicar, e todos cumprirão o combinado. É a crença simplória de que as classe sociais agem como blocos monolíticos em prol de seus interesses comuns. A realidade é bem diferente. Os capitalistas competem intensamente entre si, e o jornal que mente menos vende mais, e portanto, lucra mais. Aumentar sues lucros e roubar clentes do concorrente é uma tentação forte demais para um capitalista típico resistir. De outro modo, como você explica que até um jornalão ultra-conservador como o Globo tenha alguns comentaristas de esquerda?  | Democracia é como eu sempre digo, destruir com violência esta mídia estúpida e seus militares bajuladores, o resto é abstração filosófica liberal, a mídia atualmente só é libertária porque o governo defende o mercado e a propriedade privada senão seriam os primeiros a defenderem com histeria o golpe para tirar o governo.
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