REDE, PSOL, PCB E PSTU: SERÁ ESTA A NOVA FORMAÇÃO DA "FRENTE DE ESQUERDA" PARA AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2014?

O REDE, partido gerado do ventre do "Movimento por uma nova política" impulsionado pela ex-senadora Marina Silva, acabou de ser lançado no último dia 16/02 em Brasília. O primeiro encontro nacional do REDE não poderia ser definido como um "grande sucesso", como pretendiam seus organizadores, nem do ponto de vista da militância política e tampouco da adesão de "personalidades" que habitam o mundo do parlamento burguês. Do ponto de vista virtual, o encontro do REDE, que teve seu nome inspirado na internet, não conseguiu atrair muitas atenções em sua transmissão "on line" no Twitter, mas o destaque mesmo ficou por conta da presença da vereadora Heloísa Helena, que conseguiu trazer das entranhas do PSOL a "emblemática" corrente MTL (Movimento Terra e Liberdade) dos também vereadores Jefferson Moura do Rio e Elias Vaz de Goiânia. O "experiente" (em vigarices políticas) dirigente do MTL, Martiniano Cavalcante, que disputou em 2010 as prévias internas do PSOL com o veterano Plínio de Arruda, é um dos nomes cotados para presidir nacionalmente o debutante REDE. O ingresso do MTL ao REDE acontece como produto de mais uma manobra da dupla Heloísa e Martiniano, pois formalmente o MTL se dissolveu para permitir que a deputada carioca Janira Rocha permanecesse no PSOL, ou seja, é a velha tática de um "ovo em cada cesta", os vereadores do MTL recém eleitos embarcam imediatamente no REDE, já a deputada estadual Janira espera a legalização pelo TSE do novo partido para aderir oficialmente. O REDE tem até setembro deste ano para cumprir todos os requisitos que a legislação eleitoral vigente impõe, caso não consiga obter seu registro este ano sua participação nas eleições de 2014 fica inviabilizada completamente. Mas, mesmo na hipótese (bastante provável) de conseguir a legenda para as próximas eleições, o REDE disporá de pouquíssimos minutos de TV (propaganda gratuita obrigatória que o PIG sonha em acabar) para potenciar sua candidata ao Planalto, o que já obriga necessariamente Marina a "trabalhar" pela construção de uma frente política eleitoral com o PSOL e seus aliados de "esquerda", PCB e PSTU.

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