Os futuros advogados do Estado de Nova York terão de comprovar a dedicação de no mínimo 50 horas de trabalho pro bono, além de serem aprovados no exame da ordem.

A lei que vinha sendo discutida desde o início do ano tornou-se realidade em 19 de setembro de 2012, em decisão proferida pelo juiz Jonathan Lippman, do Tribunal de Apelações de Nova York. Os recém formados terão de prestar 50 horas de serviço jurídico gratuito, a fim de praticar o que aprenderam na universidade. Essa exigência entrará em vigor a partir de 2015.

"Não importa quanto dinheiro nós somos capazes de obter através de financiamento público, uma grande parte disto tem que ser via atividades pro bono, essa fatia é de responsabilidade da Ordem dos Advogados e seus membros", declarou Lippman.

De acordo com Lippman, somente 20% da necessidade de serviços jurídicos para população são cumpridos pelos advogados de Nova York. Com a nova exigência, espera-se que cerca de 500.000 horas de serviços pro bono sejam acrescentadas a cada ano.

Segundo o juiz, apenas 21 escolas de Direito nos Estados Unidos exigem que os alunos realizem atividades pro bono para obter seu diploma de graduação. Outras Universidades trabalham com clínicas legais, nessa modalidade os alunos podem prestar serviços gratuitos para a população carente. A expectativa é de que outros Estados sigam o exemplo de Nova York.