Em 1968, no auge dos protestos estudantis na Europa, o filósofo alemão Jürgen Habermas já alertava: "Cuidado com o fascismo de esquerda!".

O mesmo alerta pode ser dado no Brasil, onde organizações estudantis (atualmente todas capachos do governo) e outros setores da esquerda protagonizaram um truculento protesto contra a dissidente cubana Yoani Sanchez, impedindo-a de falar sobre as violações aos Direitos Humanos e as perseguições político-ideológicas na ilha caribenha.

Uma das acusações mais patéticas foi a de que ela seria uma "agente da CIA", como se agentes da CIA tivessem blogs e mostrassem seu rosto por aí, sem contar o fato de que não apresentam uma só prova disso.

É uma perigosa mostra do quão fascistas certos setores da esquerda podem ser, em nada diferindo das táticas violentas e autoritárias praticadas por skinheads e militantes de extrema-direita.

O que eles defendem não é Cuba ou o povo cubano, mas sim a casta dominante na ilha há 54 anos, personificada na ditadura familiar dos irmãos Castro.

A esquerda, como vimos, pode ser tão fascista, reacionária e autoritária quanto acusam seus adversários de serem.