Abertura da Copa dos protestos: ?Nossa Copa é na Rua?
(Rio de Janeiro, 12 de junho / #12J)

A Copa dos protestos começou na Candelária, centro do Rio de Janeiro, às 10h, no ato ?Nossa Copa é na Rua?, que reuniu aproximadamente 4.000 pessoas, entre diversos movimentos sociais, grevistas da educação, saúde e cultura e ativistas em geral. Xs manifestantes caminharam apresentando diversas performances artísticas e cantaram músicas de protesto, unindobom humor e contestação. Enquanto a manifestação acontecia, um dos policiaistransmitia o andamento em tempo real para o Centro de Operações e Controle (recém aberto).

O ato seguiu em direção a Lapa, mas, na Rua do Passeio, a polícia iniciou uma investida para aumentar a tensão. Enquanto a passeata era ladeada por fileiras de policiais, PMs passavam por entre a aglomeração de manifestantes de forma bruta, empurrando as pessoas com o corpo e o cassetete armado nas mãos, na altura do abdômen.

O ato seguiu até a Lapa de forma pacífica, sem ceder às provocações, se acomodando na praça dos Arcos, sem obstruir nenhuma via ou causar qualquer tumulto. Um grupo de manifestantes subiu até os Arcos para pendurar faixas com dizeres críticos e bem politizados. Algumas apresentações artísticas ocorriam e muita música estava sendo tocada e cantada no espaço mais artístico do Rio de Janeiro.

No entanto, mais uma vez, a PMERJ usou da sua costumeira truculência. Em meio a uma apresentação musical, um grupo de policiais passou por dentro do aglomerado de pessoas que assistia e cantava ao redor dos músicos e agarrou um manifestante o engravatando com um cassetete, dando início a uma onda de truculência.

Xs manifestantes se revoltaram com a situação e tentaram impedir que o ativista fosse mais violentado e levado para o camburão. Os Policiais usaram spay de pimenta, bombas de gás lacrimogênio e muitos golpes de cacetes, socos e empurrões de forma indiscriminada.Agrediram ativistas, grevistas, jornalistas, advogadxs e socorristas que trabalham unidos para apresentar ao mundo as irregularidades, não só da Copa, mas de toda a políticado estado brasileiro.

No total foram 4 pessoas presas, um professores, um estudante e dois ativistas, todos foram alvos da brutalidade militar, mesmo não resistindo a prisão, reflexo de uma polícia preparada para a guerra e não para lidar com cidadãos em uma democracia. Além disso, muitas pessoas levaram golpes de cassetete, chutes e socos que foram distribuídos aleatoriamente. Segundo um policial, o motivo que desencadeou a onda de agressões foi um chute dado em uma viatura por um manifestante.

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