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| | Editoriais Antigos | MORADIA | Mar 02 | | "Revitalização" da Vila Itororó Em matéria publicada na página da prefeitura de São Paulo em outubro de 2005, a Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) afirmou que a Vila Itororó, formada por um casarão, 42 casas pequenas e aproximadamente 70 famílias, integraria o Programa de Recuperação de Cortiços. A matéria enfatizava que com o programa os moradores e as moradoras teriam "uma outra perspectiva de vida". Se considerarmos o projeto de "revitalização" da Vila Itororó - anunciado em janeiro deste ano, prevendo a desapropriação da área e a sua transformação em um pólo cultural, de fato a vida da maioria dos moradores que estão no local há anos - alguns há 63 anos - deve mudar muito de perspectiva, mas para pior. A prefeitura está oferecendo três opções para as pessoas da vila deixarem suas casas: 1. cartas-crédito (encontramos apenas um morador disposto a aceitar este subsídio, que exige que a pessoa tenha renda média de cinco salários mínimos); 2. até R$ 8 mil para quem encontrar um barraco à venda por este valor em uma favela; 3. um auxílio com o estranho nome de "vale-coxinha", de R$ 5 mil. Ocorre que, além de não quererem sair de suas casas e da maioria dos moradores e moradoras não possuírem renda para receber a carta-crédito, nem terem para onde ir, ao serem expulsas da vila essas pessoas deixariam de contar com uma série de serviços públicos oferecidos ao redor do local, situado na região da Bela Vista: são quatro escolas, três hospitais (sendo um o hospital da mulher), um hospital infantil, um posto de saúde, uma clínica odontológica, três creches, dois parquinhos e um local de cultura e lazer, o Centro Cultural São Paulo (CCSP). Cida, moradora há 34 anos, trabalha como faxineira no CCSP e faz tratamento no hospital da mulher; Shirley, 24, que mora na vila desde que nasceu, fez todo o ensino fundamental e médio nas escolas da região e conta que todos os seus sobrinhos, também moradores, frequentam escolas e creches próximas; Antonia, moradora há 25 anos, valoriza a facilidade de locomoção no bairro e se recusa a aceitar a carta-crédito oferecida pela prefeitura: "não vou pagar para deixar minha casa". E conta: "Quando o Orlando [de Almeida Filho, Secretário de Habitação] esteve aqui eu perguntei: 'você está querendo acabar com as moradias para levantar lojinhas?' e ele disse 'não são lojinhas'. Eu falei: 'olha, cantinas, restaurantes, cinemas, bares, a Bela Vista está cheia. O que está faltando são casas e essas vocês não põem no chão'. Ele falou que isso era um projeto social... Eu não faço parte dessa sociedade?" leia mais: vila itororó: e a saga continua! (depoimento da moradora Antonia) | são paulo investe em novo pólo cultural | pdf do projeto de "revitalização" da vila itororó, pela secretaria municipal de cultura | como funcionam as cartas-crédito áudios: Antonia | Cida | Shirley vídeo: documentário sobre a vila - parte 1 | 2 | 3 | 4 | 5 comente essa matéria | | MNCR | Mar 02 | | Catadores/as de Anápolis vencem queda de braço com a prefeitura Os catadores e as catadoras de materiais recicláveis de Anápolis, Goiás, organizados no Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), conseguiram nesta sexta-feira, dia 24 de fevereiro, uma grande vitória para o movimento. A prefeitura de Anápolis aceitou uma das reivindicações apresentadas na manifestação do dia 22 de fevereiro e se comprometeu a providenciar, até o dia 08 de março, galpão, caminhão, prensa e balança que funcionarão sob o controle e gestão da classe. Cerca de 150 famílias permaneceram em vigília à espera da resposta da Prefeitura. Os/as cerca de 200 catadores/as organizados/as já marcaram outra assembléia de vigília para o dia 08 de março para garantir que a reivindicação seja realmente cumprida. Catadores de Anápolis vencem queda de braço com a prefeitura | VITÓRIA DOS CATADORES DE ANÁPOLIS | Prefeitura de Anápolis garante apoio para cooperativa de catadores | SIte do MNCR comente essa matéria | | CARNAVAL E PATROCÍNIO | Mar 02 | | Carnaval à serviço do poder O carnaval em São Paulo e no Rio de Janeiro tem se transformado numa espécie de mídia barata para defender interesses econômicos, políticos e ideológicos e para promover o turismo no Brasil e no mundo através do patrocínio que algumas escolas de samba recebem de governos e empresas estatais e privadas. Neste ano, no Rio de Janeiro, a escola de samba Mangueira recebeu 500 mil reais do governo do Estado do Ceará para fazer um enredo "sob encomenda" para defender os interesses de empresários da região que será beneficiada pela transposição do Rio São Francisco. A Prefeitura de Poços de Caldas investiu R$ 1,2 milhão na Escola Beija-Flor para promover o turismo naquela cidade, a Vila Isabel, campeão do desfile do Rio, arrecadou 1 milhão de dólares (R$ 2,11 milhões) com a petrolífera venezuelana PDVSA (no enredo "Soy loco por ti América") e a Caprichoso de Pilares conseguiu 800 mil reais da fábrica de Chocolates Garoto, por meio do Governo do Espírito Santo. Recentemente, em desfiles milionários, escolas de samba do Rio receberam patrocínios de empresas como Petrobrás, Eletrobrás, Vale do Rio Doce, VIVO e Nestlé. Com ou sem patrocínios, outras escolas de samba fizeram enredos favoráveis à elite econômica. Em São Paulo, a escola de samba Acadêmicos do Tucuruvi, sob o pretexto de "homenagear o homem do campo", acabou fazendo uma exaltação ao agronegócio; enquanto a bicampeã Império de Casa Verde exaltou a exploração total do boi, para agradar os interesses dos/das latifundiários/as, pecuaristas e capitalistas. Carta aberta em repúdio ao enredo da escola de samba Casa Verde | Vila Isabel canta a União Latina patrocinada por PdVSA | Ação urgente: Escola de samba exalta exploração total do boi | Escola de Samba Mangueira defende transposição do rio em desfile comente essa matéria | | TRANSPORTE | Mar 02 | | Manifestantes são reprimidos/as em Cuiabá Na última sexta feira, dia 24-02, a tropa de choque da PM reprimiu violentamente um protesto pacífico organizado pelo CLTP (Comitê de Luta pelo Transporte Público), MST e Movimento Cívico de Combate a Corrupção em Cuiabá, MT, pelo fim a restrição de linhas do passe livre e pela redução da tarifa. Cerca de 100 manifestantes estavam em frente a Secretaria de Transportes, no momento em que se fazia a solenidade de posse do novo secretário, Oscar Soares, que substituirá Emanuel Pinheiro, quando a ROTAM foi acionada. A ação foi dura com duas prisões, incluindo a de um estudante menor de idade, e várias pessoas foram feridas por cassetetes e spray de pimenta. Tal atitude deixa evidente a ligação entre os governos do Estado e do Município e os empresários do transporte, que além de insistirem no aumento das tarifas, tomam iniciativas de criminalização dos movimentos sociais que lutam por um transporte público de qualidade e fora da iniciativa privada. Nota de repúdio do CLTP Editoriais Antigos Estudantes de Cuiabá são presos e feridos durante protesto | Perseguição ao CLTP em Cuiabá comente essa matéria | | BIODIVERSIDADE | Mar 01 | | Toma forma a Convenção Paralela da Via Campesina A Convenção oficial da ONU não será o único fórum de discussão sobre biodiversidade a acontecer no mês de março, em Curitiba. A Via Campesina montará acampamento na cidade, esperando a presença de ativistas de todo o mundo. O acampamento e os principais eventos terão como sede o Parque Newton Freire, onde acontecerá também o Encontro Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), de 13 a 17 de março. Uma série de mobilizações devem ser realizadas em outras partes da cidade. O objetivo do encontro da Via Campesina é discutir a biodiversidade na perspectiva dos movimentos sociais , acompanhando e pressionando as decisões da Convenção de Diversidade Biológica (MOP3 e COP8). Para os movimentos, entre os pontos críticos da Convenção estão: a rotulagem dos transgênicos; a proteção contra contaminação de lavouras convencionais; a responsabilização por danos a saúde; a manutenção da moratória às tecnologias de restrição de uso (GURT's); a proteção dos conhecimentos tradicionais das comunidades; e a criação e gestão de Áreas Protegidas. O Plano Nacional de Áreas Protegidas (PNAP) fará parte da pauta da reunião extraordinária do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), nos dias 16 e 17 de março, no Museu Oscar Niemayer. O Plano pretende consolidar um sistema ampliado de áreas protegidas até 2015, com estratégias para promover a manutenção, uso sustentável e conectividade dessas áreas. Mas durante consulta pública realizada entre 11 de janeiro e 9 de fevereiro, ficou clara a preocupação da sociedade civil, dos movimentos sociais, das instituições de pesquisa e ONGs quanto a falta de um diagnóstico mais profundo, além da necessidade de um maior destaque para as terras indígenas e territórios quilombolas. >> Convenção Mundial Discutirá Biosegurança em Curitiba O Ataque dos Transgênicos no Brasil | PNAP será discutido em Curitiba em março | Protocolo de Cartagena | Movimentos Sociais Divulgam Carta sobre Biodiversidade | Povos indígenas querem mais participação nas decisões do governo | Ministério da Agricultura eleva tensão entre governo e movimentos sociais | GT do artigo 8j da CDB alcança consenso mínimo antes da COP-8 | Divergências sobre Gurts continuam | Deputada quer legalizar tecnologia Terminator no Brasil | Agronegócio e reforma agrária são conceitos excludentes | Via Campesina discute Reforma Agrária durante conferência internacional | Site dos Movimentos Sociais na MOP3COP8 : Participação Popular comente essa matéria | | RIO SÃO FRANCISCO | Feb 28 | | Escola de Samba Mangueira defende transposição do rio em desfile Com patrocínio de R$ 500 mil do governo do Ceará, a Estação Primeira de Mangueira teve como enredo "Das águas do Velho Chico, nasce um rio de esperança", defendendo a transposição do rio São Francisco. O convênio firmado entre a Secretaria de Cultura do Ceará e a Mangueira, do Rio de Janeiro, teve como fonte os recursos provenientes do Fundo Estadual da Cultura, ou seja, dinheiro público que deveria ter sido aplicado no Estado do Ceará, para promoção da cultura local. Francisca Sena, integrante da Frente por uma Nova Cultura das Águas e da Rede de Controle Social do Orçamento Público do Estado do Ceará, no artigo "Carnaval com dinheiro público: tudo pela transposição do São Francisco!", diz que "com este mesmo recurso seria possível implementar diversos projetos culturais, ao longo de um ano, por todo Estado, ou ainda, construir cerca de 410 cisternas de placas, garantindo água potável, direito fundamental, para uma média de 2.000 pessoas durante o período de estiagem nos próximos anos". O projeto de transposição do rio São Francisco prevê o bombeamento das águas do rio para dois eixos, leste e norte. O eixo norte envolveria, entre outras, a bacia de Jaguaribe, no Ceará. Em entrevista cedida ao jornal O Independente em fevereiro do ano passado, o agrônomo e técnico em recursos hídricos da Fundação Joaquim Nabuco, de Recife (PE), João Suassuna, conta que "o Ceará possui a maior represa do Nordeste (a represa Castanhão) com cerca de 6,7 bilhões de m3, a qual encontra-se cheia no momento. Essa represa resolve os problemas de abastecimento da Grande Fortaleza e do Baixo Jaguaribe, por gerações. O estado possui um projeto de interligação de suas bacias para solucionar os problemas de abastecimento de sua população que reputamos da maior importância e que deveria ser seguido pelos demais estados da região. Fazer chegar as águas do São Francisco no interior dessa represa é 'chover no molhado'". E completa: "só existe uma explicação para a chegada das águas do São Francisco nessa represa: como a irrigação, o cultivo de camarão e de flores demandam volumes expressivos de água, logicamente é de se supor o grande interesse de se promover garantias hídricas em toda região, para o atendimento ao empresariado". Além de ter usado recursos públicos do Ceará, o desfile da Mangueira gerou revolta por usar fantasias e temáticas indígenas em toda a sua primeira parte, sendo que os povos indígenas do Nordeste têm se colocado radicalmente contra o projeto de transposição do rio. abaixo-assinado contra a transposição: Campanha contra a transposição do Rio São Francisco leia mais: enredo da Mangueira | "Carnaval com dinheiro público: tudo pela transposição do São Francisco!" | Conselho de Cultura é contra liberação de verba | jornal o independente nº3: Projeto de transposição do rio São Francisco: necessidade ou interesse? | entrevista: João Suassuna fala sobre a transposição do São Francisco | Rio São Francisco: Carta dos povos Truká e Tumbalalá | editorial anterior: Bispo baiano inicia greve de fome contra transposição do São Francisco comente essa matéria | | TRANSPORTE COLETIVO | Feb 28 | | Protestos contra aumento das tarifas em Joinville As passagens de ônibus de Joiville, Santa Catarina, passaram a custar 10 centavos a mais desde o último domingo, 26. A decisão tomada pelo prefeito Marco Tebaldi (PSDB) não foi baseada em consulta à população, que em momento algum teve sua situação econômica levada em consideração. No dia 16, quando o aumento ainda estava sendo anunciado, o Fórum do Transporte Público foi até a Prefeitura tentar, em vão, uma audiência com Tebaldi. Sem diálogo, o prefeito anunciou o aumento para o domingo de carnaval. Em resposta, o Fórum, junto à população, organizou manifestações simultâneas e descentralizadas a partir do dia 23. A Prefeitura foi ocupada por 150 pessoas e uma comissão foi recebida por assessores de Tebaldi, que afirmaram que o aumento é irreversível. Enquanto os técnicos da prefeitura falavam, o terminal da Tupy foi fechado por cerca de 50 estudantes por 20 minutos. Na noite do mesmo dia, cerca de 300 pessoas fizeram uma passeata pelo centro. Na sexta-feira, 24, 300 manifestantes tentaram voltar à Prefeitura, mas lá encontraram vários policias impedindo sua entrada. Em seguida marcharam até o terminal da Tupy para fechá-lo em protesto. Os policiais que estavam no terminal agiram agressivamente contra os/as manifestantes, levando três presos (dois menores), sendo que um estava apenas fotografando. No sábado, 25, o bloco chamado "Unidos contra o aumento" cantava marchinhas de protesto contra os abusos cometidos pelas empresas de ônibus no desfile de carnaval. O Fórum do Transporte Público convida a população para uma grande manifestação no dia 2 de março, a partir das 18h na Praça da Bandeira. Manifestação do dia 23 contra o aumento da tarifa | Manifestação do dia 24 contra o aumento da tarifa, terminal da Tupy | Manifestação do dia 24 contra o aumento da tarifa, terminal Central | Bloco do "Unidos contra o aumento" faz parte da festa do carnaval em Joinville | vídeo: Militantes sendo presos no terminal da Tupy comente essa matéria | | TRANSPORTE FLORIPA | Feb 24 | | Bloco da Caixa Preta toma as ruas em protesto contra o sistema de transporte Antecipando o Carnaval 2006 em Florianópolis, o Bloco da Caixa Preta, da frente Tarifa Única Sim Aumento Não, contagiou o Centro da cidade ontem, 23 de fevereiro. O nome do bloco é uma alusão ao principal ponto da campanha eleitoral do Prefeito Dário Berger [PSDB], de que a "caixa preta do transporte" seria aberta. Entre 100 e 150 foliões, ao lado da bateria do Sindicato dos Trabalhadores da UFSC e com direito à porta bandeira e mestre sala, saíram às ruas de Floripa para cantar "ô, ô, ô, ô Dário [prefeito], tu não me engana, Robin Hood ao contrário, rouba do povo e dá pro empresário!". "Nós estamos aqui de uma forma lúdica, em clima de carnaval, para dizer que esta tarifa única é uma mentira do Prefeito", diz Modesto Azevedo, presidente da União Florianopolitana das Entidades Comunitárias. Os movimentos exigem mais horários e linhas, o fim da diferenciação de preços em dinheiro (R$ 2,00 e R$ 1,30 a tarifa social) e cartão (R$ 1,75 e R$ 1,10 a social), a redução das passagens e a municipalização do transporte coletivo. O Bloco também exigiu explicações sobre porquê o governo estadual ainda não se manifestou sobre a ação de capangas que atacaram uma manifestação no dia 16 de fevereiro. Evidências e denúncias indicam que os capangas podem ser policiais e seguranças privados. Resta saber a mando de quem. O Bloco da Caixa Preta agitará novamente na segunda-feira, dia 27. A concentração será em frente ao Terminal do Centro, às 18h. fotos: 1 | 2 | áudio: ouça o bloco | letras do bloco | vídeo: bloco da caixa preta comente essa matéria | | MORADIA | Feb 24 | | Lixo acumulado diante da Chico Mendes comente essa matéria | | CAUSA INDÍGENA | Feb 24 | | Estudo da FUNAI comprova que terras ocupadas pela Aracruz Celulose são Indígenas No último dia 20 de fevereiro, a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) publicou no Diário Oficial da União um estudo que comprova a legitimidade das terras indígenas em Aracruz, norte do Espírito Santo, ocupadas pelo plantio da monocultura de eucalipto da Aracruz Celulose. Este estudo traz a esperança aos povos indígenas tupinikins e guaranis de que mais de 18 mil hectares de terras sejam homologadas . A empresa multinacional tem aproximadamente 90 dias para contestar o parecer da FUNAI, e esta 60 dias para analisar e enviar um novo parecer ao Ministério da Justiça. O estudo realizado pelo GT (Grupo de Trabalho) da FUNAI relata o prejuízo cultural, ambiental e social devido à chegada da Aracruz Celulose na região. As comunidades indígenas enfrentam hoje uma conjuntura de degradação das condições ambientais, como a destruição das matas e fauna, córregos poluídos ou secos e terras empobrecidas. A presença da monocultura do eucalipto introduzida e mantida pela multinacional foi classificada como responsável por causar "profundas transformações, que a empresa insiste em negar". A Aracruz Celulose anunciou que contestará o estudo divulgado pela FUNAI, que considera "sem validade e meramente informativo"; dará continuidade à defesa de seus direitos no âmbito administrativo e pretende recorrer à Justiça, em busca de uma solução definitiva e estável para a disputa. Para o vice- presidente da Funai, Roberto Lustosa, as afirmações da empresa não procedem e não devem ter nenhuma repercussão, já que o relatório é, sim, válido. "O estudo é o primeiro passo oficial para a demarcação das terras indígenas em qualquer lugar do País, esse é um trabalho fundamental para a regulamentação de terras indígenas, cuja competência cabe à FUNAI", ressaltou. [LEIA MAIS]: Contrariando palavra de Lula, Aracruz Celulose contestará estudos da FUNAI | Funai publica estudo que confirma ocupação de terras indígenas pela Aracruz Celulose | PF reprime indios [Editoriais Relacionados]: Comissão formada para tratar sobre desocupação indígena chega hoje no ES | ?Hoje me senti caçado? | Aldeia indígena destruída pela Polícia Federal e pela Aracruz Celulose comente essa matéria | | MNCR | Feb 23 | | Catadores de Anápolis são expulsos de aterro pela PM Cerca de 200 catadores de materiais recicláveis de Anápolis, Goiás, foram expulsos do aterro sanitário da cidade pela policia militar, na terça-feira, dia 21. Grande parte desses catadores estão agora sendo processados e foram impedidos de trabalhar no local, sob pena de multa. O procurador geral do município, Luiz Carlos Mandes, moveu a ação contra os catadores, alegando que eles não podem permanecer no local, pois isso poderia acarretar a perda de licença de funcionamento do aterro. A prefeitura de Anápolis vem prometendo desde o inicio do ano a construção de uma central de triagem para todos os catadores que trabalhavam no aterro. Em reunião com representantes estaduais do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis(MNCR), a secretária estadual do meio ambiente e recursos hídricos(Semarh) havia garantido que até a segunda semana de fevereiro seria iniciada a construção do galpão, mas o acordo não foi cumprido. Ontem, dia 22, houve uma assembléia geral dos catadores do aterro e em seguida uma manifestação pelas ruas da cidade, que contou com cerca de 100 catadores, alguns deles de Goiânia. Uma reunião foi realizada entre o movimento e o secretário do meio ambiente de Anápolis, onde os catadores apresentaram 3 reivindicações decididas em assembléia, para que a prefeitura opte por uma delas: 1) A permanência dos catadores no aterro até a construção das centrais de triagem; 2) O aluguel de um galpão para os catadores trabalharem até a construção do aterro; 3) O pagamento de um salário como ajuda de custo a cada família de catador até a construção da central de triagem. A resposta da prefeitura será dada amanhã. O movimento promete novas manifestações caso nenhuma das propostas sejam aceitas. Leia mais: Informe do MNCR Goiás comente essa matéria | | MOVIMENTO INDIGENISTA | Feb 23 | | Fórum em Defesa dos Direitos Indígenas acusa Governo Federal de desmantelar política indigenista O Fórum em Defesa dos Direitos Indígenas (FDDI), em conjunto com a Associação Brasileira de Antropologia, o Instituto Socioambiental, a Comissão Pró-Yanomami, o Conselho Indígena de Roraima (CIR), a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e outras entidades, publicou no dia 17 de fevereiro um documento onde são repudiados atos do Governo Federal de "intencional desmantelamento da política indigenista com flagrantes violações dos direitos consagrados dos povos indígenas". O documento aponta contra o Governo Federal "a desastrosa execução das ações de saúde, com um número assustador de mortes já amplamente divulgado pela mídia nacional e internacional, e a falta de reconhecimento e implementação de uma educação escolar indígena verdadeiramente diferenciada, a paralisia dos processos de reconhecimento de terras indígenas". O FDDI encerra o documento reforçando todas as reivindicações do Abril Indígena e chamando a solidariedade internacional contra o que qualifica como "cenário genocida". LEIA O DOCUMENTO NA ÍNTEGRA | Acampamento Terra Livre conclui as mobilizações do Abril Indígena EDITORIAIS SOBRE A QUESTÃO INDÍGENA: De que lado estará Mércio Gomes? | "Hoje me senti caçado" (Aracruz/ES) | A luta por Nhanderu Marangatu | Terena recorrem na justiça e despejo é adiado | Guarani Kaiowá protestam por justiça em Dourados - MS | | Guarani Kaiowa vão resistir às ameaças dos latifundiários de Mato Grosso do Sul | Indígenas desocupam sede da Funasa em Vitória/ES depois de 30 horas | Indígenas (des)ocupam sede da FUNASA em Roraima | Índio é assassinado em Mato Grosso do Sul | Etnia indígena está sendo dizimada no MT | Povo Krenak obstrui ferrovia Vitória-Minas | Aldeia indígena destruída pela Polícia Federal e pela Aracruz Celulose comente essa matéria | | TRANSPORTE FLORIPA | Feb 22 | | Bloco carnavalesco protesta contra tarifas A frente pela Tarifa Única Sim, Aumento Não está organizando um bloco carnavalesco que vai agitar a festa em Florianópolis. É o Bloco Caixa-Preta, que vai denunciar a falsa propaganda da prefeitura com relação às novas tarifas e mostrar os prejuízos que a população enfrenta com o descaso no transporte público. O bloco terá até música, composta por Marcelo Serafim com acompanhamento da banda Parei!, do Sindicato dos Trabalhadores da UFSC, e camisetas que serão distribuídas para quem participar do ato. O Bloco vai estar na entrada do Terminal do Centro na próxima quinta-feira, dia 23, a partir das 17h. Um pouco antes, às 14 horas, os participantes vão se concentrar no Sintufsc para "esquentar os tamborins". Um ônibus vai sair do sindicato às 16h para levar os foliões ao centro da cidade. comente essa matéria | | LIBERDADE DE IMPRENSA | Feb 22 | | Preso e demitido, fotógrafo só quer a garantia de seus direitos "Eu tenho vergonha de trabalhar num jornal que se diz democrático, mas é ditador", desabafa o repórter fotográfico Cláudio Silva da Silva, mais conhecido como Sarará. Ironicamente no Dia do Repórter, 16 de fevereiro, enquanto Sarará cobria uma manifestação pela redução do preço da tarifa única em Florianópolis, um policial tentou impedir que registrasse imagens do momento da prisão de Marcelo Pomar, militante do Movimento Passe Livre. Ao se recusar a entregar a câmera, o policial deu ordem de prisão para o então fotógrafo do Diário Catarinense (DC), do Grupo RBS. Sarará foi agredido pelos policiais dentro da viatura, enquanto era levado à Central de Polícia. No dia seguinte, a diretoria do DC entregou uma carta de demissão por justa causa. A versão do jornal é a mesma forjada dentro da Central de Polícia. Sarará foi obrigado a fazer duas vezes o teste do bafômetro e foi acusado de estar "tecnicamente embriagado", o que ele nega. O fotógrafo, que trabalha há 14 anos no jornal e que precisa de apenas três para se aposentar, se recusou a assinar a demissão. Agora, Cláudio luta pelos seus direitos trabalhistas com a retirada do termo de justa causa, mas não recebeu nem ao menos uma resposta da RBS. Ele se recusa a voltar a trabalhar no jornal. "Jogaram meu nome na lama e ficou tudo assim." leia mais:: "Tenho vergonha de trabalhar num jornal que se diz democrático, mas é ditador" áudio:: entrevista com cláudio silva fotos:: fotos da PM impedindo Sarará fotografar a prisão do militante do MPL FENAJ se solidariza com jornalista agredido e demitido | Nota de repúdio à prisão do jornalista Cláudio Silva durante protesto | Sobre Cláudio Silva - um homem grande demais comente essa matéria | | TRANSPORTE FLORIPA | Feb 21 | | Capangas que atacaram manifestantes podem ser policiais Cresce a suspeita de que são policiais do serviço de inteligência os capangas protagonistas da ação violenta e sem precedentes durante uma manifestação em frente ao Terminal do Centro, na tarde de quinta-feira, 16 de fevereiro. Alguns dos homens que aparecem nas fotos registradas são policiais e fazem segurança privada para bingos e centros comerciais no Centro da cidade, de acordo com depoimentos de pessoas que preferiram não se identificar. O Sindicato dos Jornalistas lançou nota em repúdio à prisão do fotógrafo Cláudio Silva, o Sarará, detido ao recusar entregar sua câmera. Na manhã de ontem Cláudio foi demitido do Diário Catarinense, pois o jornal comprou a versão da polícia, de que Sarará estava embriagado. O Movimento Passe Livre e a União Florianopolitana das Entidades Comunitárias em coletiva de imprensa afirmam que irão organizar uma manifestação para "denunciar o fascismo do Estado e a criminalização dos movimentos sociais". Na tarde de ontem, os movimentos protocolaram uma denúncia do ocorrido na promotoria de Direitos Humanos do Ministério Público Federal. Os grupos prometem levar as denúncias também para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e da ONU. Uma manifestação ocorreu ontem sem maiores problemas. leia mais:: matéria completa | editorial anterior: Capangas sem identificação atacam manifestação e saem escoltados pela polícia | Fascismo em Florianópolis! militantes são presos e agredidos! | Militante do MPL e fotógrafo presos | A face do facismo | Nota do Sindicato dos Jornalistas em repúdio à prisão do jornalista Cláudio Silva durante protesto | Um convite às ruas áudios:: coletiva de imprensa na manhã de sexta, 17 | "Eles não aprendem, amanhã vai ser maior!" fotos da manifestação e dos capangas:: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | Manifestantes agredidos fazem coletiva com a Imprensa comente essa matéria | | Meio Ambiente | Feb 21 | | Madeireiros Protestam contra Legislação Ambiental em RO Na semana passada madeireiras/os e toreiros/as (classe daquel@s que extraem as toras de madeira) de Rondônia realizaram a ocupação das vias de acesso à cidade de Ariquemes, no interior do Estado. O motivo dos protestos foi uma determinação da juíza Ducília Reis, quem pressionou pelo cumprimento da Lei Federal 9605/98 de Crimes Ambientais no município. A pena para quem infringir a Lei é o confisco da carga e do veículo, além de possível multa e reclusão; embora a lei já tenha quase 10 anos, as industrias do ramo geralmente não respeitavam. O bloqueio das estradas gerou problemas de abastecimento de combustível na zona urbana de Ariquemes e influenciou o transporte de suprimentos até Porto Velho. Mesmo com as denuncias de alguns órgãos do governo (Sobretudo da área da educação) e dos movimentos sociais, os comerciantes locais e alguns membros do poder legislativo apoiaram as manifestações. Isto evidencia quais classes sociais estão sendo hoje representadas na Camara de Rondônia. A cidade de Ariquemes é famosa por vender Autorizações para Transporte de Produtos Florestais (ATPFs) falsas. A mafia instaurada no Estado de Rondônia tem devastado grande parte da floresta do Estado, convertendo os bosques e sub-bosques em pastos e campos de soja. As práticas de grilagem e de opressão dos pequenos agricultores e seringueiros não são novidade na região, chegando inclusive a assassinatos de lideranças. O protesto e a indignação das/os madeireiros/as demonstra o fato de estarem acostumadxs a não seguir as normas ambientais e a extrair madeira ilegalmente. leia mais: Líder Seringueiro é Assassinado em Rondônia | A Realidade Ambiental em Rondônia comente essa matéria | | TRANSPORTE ARACAJU | Feb 20 | | Ocupação da Superintendência de Transportes completa uma semana Nesta terça-feira (14/02) completa uma semana a ocupação da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) pelo Movimento Passe Livre (MPL) de Aracaju. O objetivo da ocupação é exigir que a prefeitura promova uma audiência pública, para explicar o aumento de cerca de 7% nas tarifas do transporte coletivo. Durante o final de semana a repressão aos ocupantes e às ocupantes foi grande. Os funcionários da SMTT retiraram o galão de água mineral a que os/as manifestantes tinham acesso, fecharam as portas do local e colocaram dois guardas em frente à Superintendência para impedir que outras pessoas entrassem ou fornecessem alimentos pela janela. Os/as militantes do MPL que ficaram dentro do prédio só puderam ser abastecidos/as de alimentos que pudessem ser passados através da grade. Os demais coletivos do MPL espalhados pelo país estão enviando moções de apoio à ocupação. Caso a Prefeitura de Aracaju e a SMTT não acatem as reivindicações, o MPL local promete fazer greve de fome ou ocupar outros prédios. Está sendo organizado um ato para a próxima quarta-feira, provavelmente no terminal do D.I.A. leia mais: página do MPL Aracaju | editorial anterior | moções de apoio: MPL Goiânia apóia a ocupação , MPL São Paulo apóia a ocupação fotos: entre sem bater Quinta-feira (1) Quinta-feira (2) Sexta-feira (1) Sexta-feira (2) Sábado vídeos: 4 filmes das manifestações deixe seu recado para a SMTT comente essa matéria | | INJUSTIÇA + IMPUNIDADE | Feb 20 | | Condenado pelo massacre do Carandiru, coronel Ubiratan tem sentença anulada comente essa matéria | | VIOLÊNCIA POLICIAL | Feb 19 | | Caveirão Não! Diversas organizações sociais estão organizando uma campanha contra o uso do "Caveirão" pela Polícia Militar do Rio de janeiro. "Caveirão" é o nome de veículos blindados e fortemente armados que entram nas favelas e áreas pobres da cidade com o intuito de "combater o tráfico de drogas". Mas, de acordo com os moradores e moradoras e os organizadores da campanha, "os métodos de ação do Caveirão são para implantar o medo, não para garantir segurança". Os policiais dentro do Caveirão podem efetuar disparos e intimidar a população sem serem identificados, além de relatos de que os alto-falantes do veículo assustam e ofendem os moradores e moradoras das favelas. Há relatos, inclusive, de que o Caveirão desfila pelas comunidades com corpos de jovens assassinados presos nos ganchos do veículo. A discussão entre os formuladores de política de segurança pública chega ao ponto de que o Caveirão é ainda muito "civil" para áreas cada vez mais "militarizadas" (leia mais aqui). Para os organizadores da campanha contra o Caveirão, o argumento vai justamente pela contramão: "Aceitar o uso do Caveirão é aceitar o discurso de que as comunidades vivem uma 'situação de guerra'. Esse argumento é a principal desculpa utilizada pelo governo e pela polícia para justificar as execuções sumárias, tiroteios indiscriminados e outros abusos cometidos por forças policiais nas favelas e comunidades pobres." Nas últimas semanas, mais de R$7 milhões foram gastos em duas aeronaves pelo Ministério da Justiça e pelo governo do Estado para fortalecer a Polícia Militar do Rio de Janeiro. Para entrar em contato com a Campanha e colaborar: E-mail: redecontraviolencia@grupos.com.br Telefones: (21) 2544-2320 / 9977-4916 Porquê Somos Contra o Uso do Blindado ?Caveirão? nas Comunidades? | No rio, o terrorismo contra a pobreza | A mídia e o Caveirão | Justiça comente essa matéria | | | Feb 18 | | Protesto contra o aumento da tarifa no Recife Por volta das 15h30 desta sexta-feira (17), cerca de 50 jovens fecharam a avenida Conde da Boa Vista, centro do Recife, em protesto contra o aumento de 9,55% nas tarifas de ônibus, ocorrido no último mês de novembro. Eles seguiram em passeata pela mesma avenida em direção ao bairro do Derby. Os jovens exigiram ainda a implementação do passe livre estudantil. Há informações de que o Batalhão de Choque da Polícia Militar esteve presente no local. Por cerca de trinta minutos, os jovens bloquearam a avenida, centro financeiro da cidade. Eles portavam faixas exigindo a redução da tarifa e repetiram palavras de ordem como "se a passagem não baixar, o Recife vai parar". Mais uma vez, o protesto foi apoiado por pessoas que passavam pelo local. Um ônibus teve suas janelas quebradas e outro os pneus queimados. Esta é a segunda leva de protestos contra o aumento das passagens no Recife. Por duas semanas no último mês de novembro, a população saiu em passeata pelas ruas do centro bloqueando suas principais avenidas. Vários coletivos foram destruídos e a Tropa de Choque da Polícia Militar perseguiu por dias os estudantes, jogando bombas de efeito moral e espancando arbitrariamente quem quer que estivesse próximo aos protestos. O Conselho de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), que decide sobre o aumento das tarifas chegou a se comprometer em analisar novamente o aumento ainda no ano passado. O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) disse, na época, que o aumento era desnecessário e que, se muito, deveria ser de apenas 2%. O aumento continua em vigor até hoje. comente essa matéria | | | | | © Copyleft http://www.midiaindependente.org: É livre a reprodução para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída. | | | | | |