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| | Editoriais Antigos | CURITIBA: COP8 MOP3 | Mar 19 | | Interesses comerciais vencem na MOP3 Após uma semana marcada pelo impasse da rotulagem de cargas transgênicas,a Reunião das Partes do Protocolo de Cartagena (MOP3) alcançou o consenso pela proposta do contém transgênicos. O acordo foi atingido com a inclusão de um adendo proposto pelo México, que junto com Nova Zelândia e outros países estava bloqueando o avanço das negociações. O resultado pode ser considerado uma vitória das transnacionais de biotecnologia, pois o prazo para regulamentação foi estendido de quatro para seis anos, e foi eliminada a identificação obrigatória de exportações e importações de produtos geneticamente modificados no comércio entre países membros (que adotaram o Protocolo) e aqueles não-membros (que não adotaram o Protocolo). Desse modo o documento final permite importações de transgênicos originados de países não signatários do protocolo, como os EUA. Os EUA, apesar de não ter ratificado o protocolo, mandou uma forte delegação pra fazer o lobby de seus interesses. Até 2012 a identificação de cargas transgênicas ou convencionais vai depender da capacidade técnica de cada país. Ao todo, serão seis anos para que a população global saiba com precisão o que circula pelas fronteiras nacionais. Segundo o protocolo as nações que ainda não estão capacitadas receberão ajuda para implementar as regras de rotulagem até o prazo estipulado. Para o Greenpeace, "a responsabilidade pelo pequeno avanço da MOP3 recai principalmente sobre as multinacionais de biotecnologia, o agronegócio e os países exportadores de transgênicos, como o Canadá, EUA e Argentina, que mais uma vez conseguiram sequestrar uma conferência ambiental da ONU e transformá-la no palco de negociações de interesses puramente comerciais". O fracasso da MOP3 serviu como prévia do que vai ser a 8ª Reunião das Partes da Convenção de Diversidade Biológica (CDB COP8), que se reunirá também em Curitiba, de 20 a 31 de março. A CDB tem o mandato de ser um esforço de coordenação internacional para conservar e manejar a biodiversidade do planeta. Os pontos mais polêmicos da CDB COP8 serão: repartição de benefícios derivados do uso de recursos genéticos; continuidade ou não da moratória as sementes terminator; a conservação e uso da biodiversidade e a implementação dos Programas de Trabalho de Áreas Protegidas, Florestas e Biodiversidade Marinha e Costeira dentro dos prazos já previstos (2010 para florestas e 2012 para áreas marinhas e costeiras). Enquanto as transnacionais de biotecnologia conseguem impor seus interesses, os cerca de mil agricultores/as da Via Campesina continuam a ocupar o campo experimental de transgênicos da Syngenta Seeds, em Santa Teresa do Oeste, PR. O campo é ilegal, pois encontra-se na zona de amortecimento do Parque do Iguaçú onde é proibido o plantio de transgênicos. Porém, o Juiz da 1ª Vara Cível de Cascavel, Fabrício Priotto Mussi, concedeu no dia 16 uma liminar de reintegração de posse favorável a Syngenta Seeds, determinando a retirada do movimento em cinco dias. O juiz estabeleceu uma multa diária de R$100,00 a cada membro da ocupação caso a ordem judicial não seja cumprida no prazo estabelecido. Mesmo assim os agricultores decidiram permanecer até o governo federal encerrar as atividades da empresa. [LEIA MAIS]: Acordo com o México possibilita consenso sobre o "contém" | Terminator, a próxima batalha em Curitiba | Indecisão na MOP 3: secretário executivo antecipa impasse entre os países | ritual de abertura do Fórum Internacional Indígena | ritual de abertura do Fórum internacional indígena II | Batalha na preservação da Floresta com Araucária Editoriais Anteriores:: Três Países Bloqueiam a MOP3 | Brasil defende rotulagem, mas biossegurança não está garantida | Expotrade impede venda de refeição orgânica | Via Campesina pressiona governo brasileiro na abertura da Conferência da ONU | Toma forma a Convenção Paralela da Via Campesina | Convenção mundial discutirá biossegurança em Curitiba Sites Relacionados:: http://biotech.indymedia.org | http://www.cop8.org.br | http://www.iisd.ca | http://www.biodiv.org | http://www.cdb.gov.br | http://www.fboms.org.br comente essa matéria | | MPL-DF | Mar 19 | | Ato na rodoviária: MPL- DF retoma jornada de lutas Nesta sexta-feira (17/03/06) o Movimento Passe Livre - DF realizou uma manifestação na rodoviária do Plano Piloto reunindo cerca de 250 manifestantes, contra o aumento das tarifas de ônibus. O ato faz parte da jornada de lutas do MPL-DF e contou com participação significativa de estudantes secundaristas. Na ocasião foram recolhidos abaixo-assinados e antes da concentração ocorreram mobilizações nas escolas seguidas de bloqueio de vias.Uma apresentação do exército de palhaços marcou a manifestação, que contou ainda com a queima simbólica de um ônibus de papel, numa via de grande circulação no DF (Eixo Monumental). A partir daí a Polícia Militar do DF reprimiu manifestantes e um menor de idade foi detido, sob falsa acusação de desacato policial. Durante a manifestação o MPL-DF fez convocações para a jornada de lutas. Serão realizados três atos na próxima semana: na quarta (22) haverão catracaços simultâneos pelo DF, na quinta (23) um escracho ao Sindicato das Empresas de Transporte do Distrito Federal (SETRANSP) e na sexta (24) ações descentralizadas por toda a cidade. De acordo com o movimento, "a jornada que se chama 'ATÉ A VITÓRIA FINAL!! ABAIXAR O PREÇO NA LEI OU NA MARRA!!' procura dar um cheque no governo pautando um outro sistema de transportes, fora da perspectiva mercadológica". Leia Mais:: [MPL-DF] Fotos do Ato 17/03 | (DF-MPL) Relato de um Participante comente essa matéria | | MORADIA | Mar 18 | | Sem-teto há mais de 30 horas acorrentados/as em protesto Desde as 13h de ontem, 16 de março, 4 mulheres e 4 homens do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) estão acorrentados em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado de São Paulo e casa do governador Geraldo Alckmin. Os militantes e as militantes permanecerão no local por tempo indeterminado, até que se consiga uma audiência com Alckmin, para este apresentar uma solução para as 250 famílias da comunidade Chico Mendes (Taboão da Serra-SP), que ainda não estão inscritas em nenhum programa habitacional do governo. O acampamento Chico Mendes teve início em outubro de 2005 e está com liminar de despejo decretada. Além de abrigar 800 famílias, o terreno, antes abandonado, está abrigando uma biblioteca comunitária e uma série de atividades culturais como oficinas de arte, shows de música, peças de teatro e cinema. O MTST convida a todos e todas para uma missa este sábado, às 11h, diante do Palácio dos Bandeirantes, a ser celebrada pelo Padre Antonio Naves, da Pastoral da Terra, representando a Arquidiocese de São Paulo. O Palácio dos Bandeirantes fica na Avenida Morumbi, 4500. Leia mais editoriais anteriores: comente essa matéria | | PASSE LIVRE | Mar 17 | | Começa a Jornada de Lutas do Movimento Passe Livre de Curitiba Nesta quarta-feira, dia da Constituição, iniciou-se a Jornada de Lutas do MPL em Curitiba. A concentração foi as 8:30 da manhã na Boca Maldita, onde mais de 300 estudantes da periferia, do centro, alunos/as de cursinho e universitários/as se reuniram no centro da cidade modelo. Acompanhados pela a bateria do MPL, a estudantada cruzou o calçadão da Rua XV em direção a Praça Santos Andrade gritando palavras de ordem que reivindicavam o direito constitucional ao Passe-Livre. Na Praça foi feita uma assembléia para se discutir a coleta de assinaturas para o Projeto de Lei do movimento. De lá, a manifestação foi a Reitoria da Universidade Federal do Paraná, símbolo do movimento estudantil e local aonde ocorreu o maior foco de resistência à ditadura militar. Durante a marcha, um motoqueiro da PM tentou prender um estudante, mas foi impedido pela multidão. Chegando a Reitoria, o MPL fez um chamado aos universitários/as, conseguindo algumas adesões, a manifestação prosseguiu até a Câmara de Vereadores, onde os/as estudantes foram impedidos de entrar pelos seguranças do prédio, fato esse que só foi contornado depois da intervenção de alguns funcionários/as e assessores/as parlamentares que ficaram indignados/as com a ação. Vencida essa barreira, as/os estudantes se dividiram em pequenos grupos, enquanto a multidão aguardava na escadaria do plenário cantando as músicas do MPL, três pequenos grupos visitaram todos os gabinetes parlamentares para apresentar o projeto de lei e pedir apoio político. Após as passagens houve uma assembléia final, ficando o indicativo de novas manifestações para os dias 28 e 29 de março. Durante a manifestação foram recolhidas mais de 400 assinaturas para o projeto de Lei de iniciativa popular do Passe Livre. MPL Curitiba Volta as Ruas | Fotos do MPL na Câmara de Vereadores | Fotos comente essa matéria | | FLORIANÓPOLIS | Mar 17 | | Identificado um dos capangas que atacaram protesto Descoberta identidade de um dos capangas que atacaram uma manifestação da frente Tarifa Única Sim, Aumento Não, no dia 16 de fevereiro em Florianópolis, Santa Catarina. Ermelino João Vieira, cujo RG é de nº 2.950.608 e mora no Sul da Ilha, foi identificado em diversas fotos tiradas no momento da agressão. Usava uma camisa azul e aparece dialogando com policiais militares enquanto estes escoltavam a saída dos agressores. As polícias Civil e Militar até agora não apresentaram nenhuma informação. A averiguação pode ser auxiliada pelas imagens registradas por câmeras da Prefeitura situadas em frente ao Terminal do Centro, local do ocorrido. A Promotoria de Direitos Humanos do Ministério Público de Santa Catarina já possui cópia do vídeo. Mas para os diversos movimentos sociais envolvidos nas lutas pelas melhorias no transporte coletivo, é necessário investigar a origem deste ataque e quem o determinou. entenda o caso:: Capangas que atacaram manifestantes podem ser policiais | Capangas sem identificação atacam manifestação e saem escoltados pela polícia comente essa matéria | | CURITIBA: MOP3COP8 | Mar 17 | | Três Países bloqueiam a MOP3 O quarto dia de negociações começou com um protesto massivo da Via Campesina em frente ao Expotrade, local aonde se realiza a 3 reunião das Partes do Protocolo de Cartagena de Biossegurança (MOP3). Segundo os organizadores o protesto, que exigiu a rotulagem imediata de cargas transgênicas na exportação e importação, contou com 1200 agricultores, em sua maioria ligados ao Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) que realiza seu sengundo encontro nacional na cidade de Quatro Barras. México, Paraguai e Nova Zelândia são o principal obstáculo na busca de um consenso sobre a identificação de cargas transgênicas. O Paraguai, grande produtor de soja transgênica, alegou que os custos de identificação são inviáveis para o país. O México, mais flexível, aceita negociar caso o prazo de adaptação para o modelo "contém" seja maior que os 4 anos proposto pelo Brasil. Já a Nova Zelândia, que junto com o Brasil impediu o consenso na MOP2 ano passado, se mantém irredutível e recusa-se a negociar ou apresentar alternativas. A postura da Nova Zelândia foi criticada por um manifesto público de doze ONGs internaionais distribuído quarta-feira na Expotrade. Segundo Marijane Lisboa, da Associação Agricultura Orgânica, isso pode ser uma estratégia para impedir qualquer tipo de decisão. Para o ativista norte-americano Phil Bereano o objetivo real pode ser uma estratégia pra disseminação da transgenia ganhar mais tempo. Paralelo ao MOP3 ocorre a 47ª Reunião Extraordinária do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) durante os dias 16 e 17/03/06 no auditório do Museu Oscar Niemeyer. Dentro da pauta da reunião destaca-se a discussão do Plano Nacional de Áreas Protegidas. links:: Comida orgânica é proibida e as discussões emperram | 47 reunião do CONAMA | Via Campesina exige o contém já | Brasil quer liderar implementaçao da CDB fotos:: ato da Via Campesina: parte 1 | parte 2 | parte 3 | parte 4 editoriais anteriores:: Brasil defende rotulagem, mas biossegurança não está garantida | Via Campesina pressiona governo brasileiro na abertura da Conferência da ONU | Toma forma a Convenção Paralela da Via Campesina | Convenção mundial discutirá biossegurança em Curitiba sites relacionados:: http://biotech.indymedia.org | http://www.cop8.org.br | http://www.iisd.ca | http://www.biodiv.org | http://www.cdb.gov.br | http://www.fboms.org.br comente essa matéria | | FLORIANÓPOLIS | Mar 16 | | Guardas Municipais fazem greve vitoriosa No dia 14 de março os Guardas Municipais de Florianópolis, responsáveis basicamente pelo trânsito da cidade, decidiram cruzar os braços. Concentraram-se todos para lutar contra o arrocho salarial promovido pelo prefeito Dário Berger (PSDB). O prefeito, sem aviso prévio, baixou um decreto cortando as 40 horas extras mensais dos guardas, que representam 40% do salário cujo piso é R$ 550,00. Os Guardas Municipais, com apoio do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Municipal (Sintrasem), entraram em estado de greve pela revogação do decreto, embora considerem que as horas extras devam ser substituídas por aumento real dos salários. A greve se estendeu por dois dias com pressão dos guardas e do sindicato na Câmara dos Vereadores. A Prefeitura considerou a greve ilegal e afirmava que não iria negociar com os guardas grevistas. Porém, na tarde de ontem, 15 de março, a Prefeitura cedeu e suspendeu o decreto e se comprometeu em negociar com os Guardas suas questões salariais a partir de abril, data em que o Sintrasem iniciará sua campanha salarial. leia matéria completa | fotos:: parte 1 | parte 2 | parte 3 | parte 4 | parte 5 comente essa matéria | | CURITIBA - COP8 MOP3 | Mar 16 | | Expotrade impede venda de refeição orgânica Na manhã de hoje (16/03) o espaço do Fórum Global da Sociedade Civil sofreu intervenção da administração do Expotrade (local aonde se realiza o Fórum e a MOP3COP8). A feira de produtos orgânicos - localizada no Fórum - foi impedida de comercializar lanches e refeições, sob o argumento da venda de alimentos não estar no contrato e depois sob alegação de não cumprimento das exigências da vigilãncia sanitária. Até o fim da tarde os expositores não foram informados quais os requisitos necessários para recomeçar a venda. A Feira de Produtos Orgânicos vendia refeições a preços populares (quatro reais o prato completo). Participantes do evento oficial - onde um prato de comida é vendido a doze reais - estavam almoçando na feira orgânica até a intervenção da organização do evento e da administração do Expotrade. Segundo Luis, da ONG Ecotopia, essa intervenção retrata o descaso com os espaços da sociedade civil nos grandes eventos sobre biodiversidade. Ele comparou o espaço do Fórum Global da Sociedade Civil da MOP3COP8 com o das ONGs durante a ECO 92. O Fórum da Sociedade Civil constitui-se em três tendas e alguns estandes de ONGs nos fundos da convenção oficial, enquanto que na ECO 92 a sociedade civil dispunha de uma estrutura incomparavelmente maior. [Matéria Completa] Comida orgânica é proibida e as discussões emperram [FOTOS] I | II | Festa/Protesto do Milho Crioulo [ÁUDIO] I | comente essa matéria | | TRANSPORTE COLETIVO | Mar 16 | | MPL São Paulo ocupa Secretaria de Transportes Na manhã desta quarta-feira, 15, militantes do Movimento Passe Livre (MPL) de São Paulo ocuparam a Secretaria Municipal de Transportes (SMT), para exigir: 1. transparência e participação da sociedade civil nos processos decisórios e 2. uma audiência pública com o Secretário de Transporte, Frederico Bussinger. Após receberem muito spray de pimenta em uma área pequena e fechada e sofrerem agressões físicas de guardas municipais e seguranças do prédio - um policial chegou a apontar uma arma para um dos militantes, depois de jogá-lo no chão - os militantes e as militantes foram atendidos pelo Secretário Adjunto, Eduardo Wagner e pelos assessores de gabinete Hélio Rubens Figueiredo e Jânio Pires. Está agendada um nova reunião entre a SMT e o MPL, a ocorrer dia 23 de março. A ocupação é uma resposta à crise nos transportes, deflagrada na última semana: empresários de seis dos oito consórcios que operam na cidade ameaçaram romper seus contratos com a prefeitura para pressiona-la por mais verbas. Eles exigiam um aumento de R$ 42 milhões mensais no repasse dos subsídios - que já são de R$ 158 milhões por mês - ou o aumento da tarifa. Em ambos os casos, é a população que vai precisar pagar por isso. "Diante deste contexto e conflito de interesses público e privado, tomamos o lado da justiça social, o lado das pessoas que não podem pagar pela tarifa, o lado das que pagam para ir trabalhar, que sofrem diariamente por horas em ônibus superlotados, que enfrentam filas gigantescas, que muitas vezes esperam um ônibus por quase uma hora e no final do mês ainda vêem boa parte de seu apertado orçamento ser drenado para esse sistema lucrativo", dizia carta aberta do MPL. Além disso, o movimento lembra que "a crise nos transportes não é algo pontual, ela é fruto da concepção de transporte adotada pela prefeitura de São Paulo, que vê o transporte como uma mercadoria, como um serviço a ser determinado por empresários". leia a ata da reunião [MPL são paulo] carta ao secretário, ao prefeito e às pessoas | panfleto "porque estamos ocupando a secretaria de transportes" | [11h30] militantes do MPL SP presos na secretaria de transportes | [12h00] militantes do MPL SP são recebidos para reunião fotos:: lado de dentro | lado de fora video comente essa matéria | | TENDAL DA LAPA | Mar 16 | | "Prefeito assume que errou", diz Secretário de Cultura Na tarde de hoje, 15 de março, aproximadamente 1.000 pessoas, todas vestidas de preto, reuniram-se em um "cortejo fúnebre" do Teatro Municipal à Prefeitura de São Paulo, contra o fechamento do Espaço Cultural Tendal da Lapa. Uma comissão formada por Márcio Boaro, Maria Tendlau (ambos da Cia Ocamorana); César Vieira (Teatro União e Olho Vivo); Rogério Pontual (Cia São Jorge de Variedades); e Ana (Movimento Contra a Verticalização Desenfreada da Lapa - Mover), foi recebida pelo secretário municipal de cultura, Carlos Augusto Calil; Estela Goldenstein, do Gabinete do Prefeito; o deputado estadual Vicente Cândido (PT), responsável pela Lei Municipal de Fomento ao Teatro; e a vereadora Sônia Francine (PT). Nesta reunião Calil declarou que "o prefeito assume que errou", referindo-se ao acordo assinado com o governo estadual, que autoriza a construção de um Poupa Tempo na área do espaço cultural. Daqui a 15 dias deve ocorrer nova reunião, para a qual serão convidados representantes do governo do estado, na tentativa de reverter esta situação. Caso contrário, a opção oferecida é um outro espaço, localizado na Rua do Curtume. Esta proposta, no entanto, ignora a história do Tendal da Lapa, em atividade há 16 anos. abaixo assinado "O Tendal da Lapa é um direito, lute por ele!" leia mais: O fim do tendal? Ou ele não sabia de nada! | página Viva o Tendal da Lapa | manifesto "Existir, ocupar, resistir - Viva o Tendal!" | estudo para adequação do Espaço Cultural Tendal da Lapa, de 2003 | programação do espaço comente essa matéria | | CURITIBA: MOP3COP8 | Mar 15 | | Brasil defende rotulagem, mas biossegurança não está garantida Após um longo período de disputa dentro do governo, o Brasil deixou explícita sua posição sobre a rotulagem de transgênicos. Durante solenidade de abertura do Forum Global da Sociedade Civil - evento paralelo ao MOP3COP8 - a ministra Marina Silva (Meio Ambiente) garantiu que o país vai defender a adoção do termo "contém transgênicos" dentro do Protocolo de Cartagena. A decisão foi comemorada por movimentos sociais e ambientalistas. Mas para Maria Rita Reis - da ong Terra de Direitos - o prazo de quatro anos pode dar às empresas a oportunidade de disseminar o plantio transgênico. Seria então mais fácil rotular as sementes convencionais do que as transgênicas. A preocupação se justifica pela ação criminosa das empresas de biotecnologia no país. Para denunciar isto, cerca de mil agricultores/as da Via Campesina ocuparam ontem (14) o campo experimental da Syngenta Seeds, em Santa Teresa do Oeste, PR. O cultivo ilegal de organismos modificados na área, localizada na zona de amortecimento do Parque Iguaçu, foi confirmado pelo Ibama. Esta prática constitui crime ambiental, de acordo com o artigo 11 da lei 10.814/2003. A Via Campesina pede a interdição imediata e responsabilização criminal da empresa. Nas discussões dos grupos de trabalho da MOP3, a África tem defendido a proteção contra presença acidental de transgênicos, enquanto Austrália e Estados Unidos, junto com a Coalizão Internacional do Comércio de Grãos, se opõem a este requerimento. A Nova Zelândia parece tentar bloquear a implementação do protocolo de biossegurança e os movimentos mundiais estão sendo chamados a pressionar estes países. Disputa dentro do governo | Entre o "contém" e o "pode conter" | Oficina discute a posição dos movimentos sociais | Movimentos Sociais divulgam carta sobre Biodiversidade | Protocolo de Cartagena | Fórum Global da Sociedade Civil em Curitiba| Via Campesina ocupa área laboratório da Syngenta no PR| Ação urgente contra a Nova Zelândia| Resumos diários:13 de Março 14 de março Clipping Fotos diversas (Via Campesina , Fórum Global e manifestação APP) Sites Relacionados:CMI Biotech | Participação Popular | Earth Negotiations Bulletin | site da CDB | site do governo federal | comente essa matéria | | GREVE | Mar 15 | | Em período de crise, PUC-SP entra em greve comente essa matéria | | VIOLÊNCIA POLICIAL | Mar 15 | | Lançamento da campanha contra o caveirão no Rio de Janeiro No dia 13/03, segunda-feira, aconteceu no Rio de Janeiro o lançamento da campanha contra o Caveirão, o veículo blindado utilizado pela polícia militar que aterroriza os moradores e moradoras da favelas e comunidades. Das 15h até às 19h, no centro da cidade, os organizadores da campanha, entre moradores/as das favelas e militantes de movimentos sociais, colheram assinaturas, divulgaram a campanha, deram seus depoimentos, além do hiphop e da percussão no meio da Cinelândia. Durante toda a tarde, policiais acompanharam de perto a manifestação, mas sem importuná-la; ainda assim, um policial disfarçado filmou o ato durante parte da tarde. A campanha também foi lançada, simultaneamente, na Europa, pela Anistia Internacional. Nos próximos três meses, a campanha promoverá discussões nas comunidades, escolas, sindicatos, e onde mais for possível, sobre política de segurança pública, denunciando esta que promove ainda mais exclusão social e fere a dignidade dos que moram em favelas e propondo uma que respeite os direitos humanos e que não seja contra os mais pobres, mas sim que garanta suas vidas. Uma audiência foi solicitada junto a gorvernadora Rosinha para discutir o assunto. Além disso, ela receberá milhares de cartões postais, de diversos lugares do mundo, protestando contra a violência policial e especialmente o uso do caveirão. Editorial anterior | Relatório da Anistia Internacional (em inglês) | Porque somos contra o uso do blindado caveirão nas comunidades | [VIOLÊNCIA POLICIAL] Campanha Contra o Caveirão | Moradores denunciam maus tratos de militares em morros do RJ | Exército no rio | Samba da caixa preta | Enquete sobre ação militar nas favelas Rio Fotos: I | II | III | IV Áudio: I | II comente essa matéria | | MORADIA E CULTURA | Mar 15 | | Escola Popular Prestes Maia abriga cineclube de documentários Teve início em 11 de março o Cineclube de Documentários da ocupação Prestes Maia, com sessões programadas para ocorrer todos os sábados, sempre às 19h, na área junto à biblioteca da ocupação. O cineclube integra a Escola Popular Prestes Maia, em fase de implantação, e sua intenção é trazer aos moradores do prédio e ao público da cidade filmes documentários que registram imagens do povo brasileiro, com o objetivo de levantar discussões ideológicas e estéticas, além de estimular a produção de documentários. A primeira sessão apresentou os filmes "Casa de Cachorro" (2001), de Thiago Villas Boas e "À Margem da Imagem" (2003), de Evaldo Mocarzel. Ambos têm como tema a vida de moradores de rua. vídeo: primeira sessão do cineclube de documentários | programação de março e abril | blog da ocupação | integração sem posse | editoriais anteriores: Despejo da ocupação Prestes Maia é adiado | Atos contra o despejo da ocupação Prestes Maia | Av. Prestes Maia, 911: última grande ocupação do centro de SP pode ser despejada| Ato contra a reintegração de posse da ocupação Prestes Maia comente essa matéria | | REPRESSÃO | Mar 15 | | Tribunal suspende julgamento de sargento novamente O Tribunal de Justiça (TJ) de Santa Catarina suspendeu outra vez o julgamento do recurso do sargento Amauri Soares, presidente da Associação dos Praças de Santa Catarina (Aprasc). Soares foi condenado a oito meses de prisão pela Auditoria Militar, acusado de difamação, após denunciar no jornal da Aprasc o desaparecimento de equipamentos das viaturas policiais. O sargento entrou com um recurso para tentar reverter a decisão. Enquanto integrantes de movimentos sociais como Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento Passe Livre (MPL) e sindicalistas protestavam contra a condenação de Soares, o relator do processo, desembargador Sólon d'Eça Neves, suspendeu o julgamento, argumentando que um documento requerido por ele não havia chego de Brasília. Os desembargadores reclamaram da manifestação que acontecia do outro lado da rua, afirmando que "isso [o TJ] é uma casa política, mas não depende da aprovação da população" e que o ato era um "atentado à democracia". A Aprasc aguarda a resposta do Tribunal para decidir seus próximos passos. leia a matéria completa fotos:: ato de solidariedade ao sargento Soares textos:: Adiado julgamento do sargento Soares | Sargento ligado a movimentos sociais será julgado novamente | entrevista com o sargento Soares | Sargento ligado a movimentos sociais é condenado à prisão | Sargento Soares, presidente da Aprasc, foi condenado | Estudantes apóiam policiais... policiais apóiam estudantes | Eu não matei Vladimir Herzog | Praças de Santa Catarina ganham abono salarial, após ameaça de fechar quartéis - matéria publicada no jornal O Independente #1 do CMI Floripa | Uma farda a serviço da vida
comente essa matéria | | TRANSPORTE | Mar 14 | | Greve em Curitiba é aperitivo para as lutas deste ano Na noite de segunda-feira (6), uma tumultuada assembléia na frente do Sindimoc (Sindicato dos Motoristas e Cobradores nas Empresas de Transporte de Curitiba e Região Metropolitana) deflagrou a greve que paralisou totalmente o transporte coletivo no dia seguinte. Os/as trabalhadores/as pediam um reajuste de 11%, mas as empresas ofereceram apenas 3%, além do fim do anuênio, cesta básica e plano de saúde. O Sindimoc pressionou a categoria a aceitar uma média de 5%. Para diversos motoristas e cobradores entrevistados pelo CMI, isto fez parte de uma estratégia das empresas junto ao Sindimoc para forçar uma greve e justificar um aumento na tarifa. O Setransp (Sindicato das Empresas) e a URBS (empresa pública que gerencia o transporte) negam esta informação. Segundo assessoria da URBS, em entrevista à mídia corporativa, o reajuste não está nos planos do órgão. Mas ainda na manhã de segunda (6), o prefeito Beto Richa e o governador Roberto Requião estiveram reunidos para discutir medidas que possam evitar um aumento nas tarifas em Curitiba e região metropolitana. Richa tem usado claramente o tema do transporte como plataforma política, puxando a frente de prefeitos que pedem a redução de impostos para o combustível dos ônibus e fechando acordos pouco transparentes que diminuíram a tarifa sem reduzir o lucro das empresas. Durante a greve algumas empresas, como a Autoviação Glória, requisitou a GOE (Guarda de Operações da Prefeitura) para coibir os piquetes. Houve confronto e agressões contra trabalhadores/as. As condições de trabalho no transporte coletivo são horríveis. As 6 horas de trabalho não são corridas, fazendo que em muitos casos a pessoa fique até 12h por dia a disposição da empresa. Os salários estão entre os mais baixos do Brasil e cobradores/as são responsáveis por qualquer coisa que aconteça nas estações de ônibus, inclusive assaltos, que são descontados de seus salários. LEIA MAIS Greve de ônibus em Curitiba | Patrão mandou e sai paralisação | Paralisação pode mudar conjuntura política de Curitiba | Motoristas e cobradores promovem paralisação no transporte | Relembrando a Trajetória do Sindimoc | Sobre a morte de antigo Presidente do Sindimoc | Greve termina sem resoluções | Quem é o vereador Dr. Valdenir Dias | Quem é a deputada federal Dr. Clair comente essa matéria | | CONTRA OS TRANSGÊNICOS | Mar 14 | | Via Campesina pressiona governo brasileiro na abertura da Conferência da ONU Na tarde de segunda-feira,na região metropolitana de Curitiba, a Via Campesina realizou uma marcha durante a abertura da MOP3. Os camponeses e camponesas foram pressionar o governo brasileiro para que este marque posição favorável a rotulagem clara de cargas transgênicas. Cerca de 500 militantes entraram marchando no Expotrade Pinhas, para participar do Fórum Global da Sociedade Civil, organizado por ONGs e Movimentos sociais. O objetivo do Forum é chamar atenção da sociedade e das delegações dos países membros para: a defesa da rotulagem clara dos transgênicos (contém OVMs); regime internacional de acesso a recursos genéticos e repartição de benefícios; manutenção da moratória da tecnologia "Terminator"; conservação da biodiversidade e uso sustentável dos recursos naturais. Durante o Forum Global da Sociedade Civil foi denunciado a presença de membros da Monsanto na delegação brasileira, bem como a posição vacilante do governo em relação a rotulagem dos transgênicos. De um lado os Movimentos Sociais, ONGs, Ministério do Meio Ambiente e Ministério do Desenvolvimento Agrário defendendo a rotulagem clara de cargas transgênicas (contém OVMs). Do outro lado o agrobusiness, as multinacionais, o Ministério da Agricultura, o Ministério da Ciência e Tecnologia, entre outros Ministérios, defendendo uma rotulagem não explícita (pode conter OVMs). Na abertura do Fórum também foi exposto como a mídia ignora a contaminação promovida pela Monsanto na área de amortecimento do Parque do Iguaçu enquanto criminaliza a ação do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), que denunciaram em Porto Alegre a ação dos desertos verdes da Aracruz Celulose. FOTOS DO ATO DA VIA CAMPESINA [Leia Mais]: [MOP3] Nos corredores | [MOP3] 13 de março Relatório dos debates 13/03 | Nos corredores | [Áudio]: O que está em jogo? | comente essa matéria | | Florianópolis | Mar 14 | | Comunidade do Morro do Maciço recusa estação de energia Na última sexta-feira, 12 de março, moradores e moradoras da comunidade do Morro do Maciço, em Florianópolis, fizeram um ato público de repúdio à construção de uma subestação de energia perto de suas casas, na rua Ângelo Laporta. A comunidade exige a revogação da lei 346/2001, que tornou o terreno, antes destinado apenas para residências, em Área de Saneamento e Energia. A construção da subestação foi determinada pelo Ministério Público em 2001, após o apagão que deixou a Ilha sem luz por três dias. A comunidade, que simplesmente não foi avisada ou convidada para discutir o projeto, é contra a criação da subestação pois, além de diminuir o uso do espaço do bairro, o campo energético gerado pela subestação poderá resultar em problemas de saúde da população. Materia Completa comente essa matéria | | EXÉRCITO NO RIO | Mar 13 | | Ocupação de favelas provoca morte A atual ação militar nas ruas do Rio de Janeiro começou nas primeiras horas de sexta-feira (3), depois que um grupo de traficantes invadiu o Estabelecimento Central de Transportes do Exército (ECT), no bairro de São Cristóvão, e roubou dez FALs (Fuzil de Assalto Leve) calibre 7.62 e uma pistola 9mm. Inicialmente, após uma rápida negociação com o secretário estadual de Segurança Pública, Marcelo Itagiba, o Comando Militar do Leste (CML) deslocou cerca de 500 soldados para a comunidade Nova Brasília, uma das muitas que formam o Complexo do Alemão. Nos dias seguintes, entretanto, a operação foi se transformando numa ação de asfixia em algumas das mais rentáveis bocas-de-fumo do Rio. Na terça-feira (7), o Exército contabilizava quase 1,6 mil soldados em dez comunidades (Mangueira, Providência, Complexo do Jacarezinho, Parque da Alegria, Dendê, Complexo de Manguinhos, Vila dos Pinheiros, Vila Formosa, Selva de Pedra e Parque Arará), além do Complexo do Alemão. A operação, segundo o CML, não tem data para terminar e ainda pode contar com o reforço de outros soldados e oficiais da Brigada de Operações Especiais (Goiânia) e do Agrupamento de Infantaria (Brasília). O pior aconteceu no Morro do Pinto, onde o jovem Eduardo dos Santos foi atingido e morto por dois tiros no peito e na mão. A comunidade, onde o menino estava visitando um tio, não foi ocupada pelos militares, mas fica colada à Providência, de onde vieram os disparos que mataram Eduardo. leia a matéria completa, retirada da Agência Carta Maior comente essa matéria | | LATIFÚNDIO VERDE | Mar 10 | | Ato das Mulheres Camponesas marca o Dia Internacional da Mulher Aproximadamente 2.000 mulheres da Via Campesina ocuparam a fazenda Barba Negra, da Aracruz Celulose, em Barra do Ribeiro, Rio Grande do Sul, na manhã de quarta-feira, 8 de março. O propósito desta ação era denunciar o impacto social e ambiental causado pela expansão do deserto verde da monocultura do eucalipto. A fazenda Barba Negra é a principal unidade de produção de mudas de eucalipto da Aracruz, além de abrigar um laboratório de clonagem de sementes. "Somos contra os desertos verdes, as enormes plantações de eucalipto, acácia e pinus para celulose, que cobrem milhares de hectares no Brasil e na América Latina. Só no estado do Rio Grande do Sul já são 200 mil hectares de eucalipto. Onde o deserto verde avança a biodiversidade é destruída, os solos deterioram, os rios secam, sem contar a enorme poluição gerada pelas fábricas de celulose que contaminam o ar, as águas e ameaçam a saúde humana", afirmaram as mulheres em manifesto da Via Campesina. O ato também ocorreu em solidariedade aos índios tupinikins e guaranis que tiveram suas terras invadidas pela Aracruz Celulose. leia mais: manifesto das mulheres camponesas - via campesina-brasil | página do MMC Brasil - Movimento de Mulheres Camponesas do Brasil | manifesto da Rede Alerta Contra o Deserto Verde, de 2004| Estudo da Funai comprova que terras ocupadas pela Aracruz Celulose são indígenas comente essa matéria | | | | | © Copyleft http://www.midiaindependente.org: É livre a reprodução para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída. | | | | | |