Mais de uma centena de manifestantes se reuniram no largo Glênio Peres, em Porto Alegre, para protestar contra as políticas absurdas do G8, em solidariedade às manifestações Anti-G8 ao redor do mundo, e contra a ação de empresas multinacionais e seus danos sociais e ambientais.
Com os rostos pintados ou cobertos por máscaras, os manifestantes levavam consigo faixas e cartazes contra a ganância cancerosa de empresas como a empresa de cigarros Philip Morris, a Aracruz e o Banco Safra.
Distribuindo panfletos, cantando e gritando contra o imobilismo do grosso da população desinformada, sem qualquer participação de partidos políticos a manifestação foi acompanhada de perto por mais de 40 homens do Grupo Especial de Operações que com coletes a prova de balas e munidos gás lacrimogênio, exibiam seus cacetetes e rifles buscando criar um clima de medo e intimidação.
Apesar do aparato repressivo mobilizado foram realizadas apresentações teatrais anti-capitalistas em diversos pontos do trajeto e diante de espaços simbólicos como o Banco Safra e a rede de foot-fucking McDonalds, ambos fortemente protegidos por dezenas de homens da Brigada Militar.
A intervenção buscou evidenciar os danos socioambientais causados pela presença dessas multinacionais, bem como de outros empreendimentos capitalistas na zona rural de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul e no Brasil, quase sempre encobertos e apoiados pela mídia comercial.
