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| | Análise crítica do acampamento do III FSM
O que é a juventude do III FSM?
Tenho acompanhado o FSM desde a sua primeira edição e , principalmente, as atividades que dizem respeito à juventude e aos movimentos autônomos. Mas que juventude o FSM atinge? Que tipo de jovem frequenta o FSM e suas atividades? Pretendo dar um singelo ponto de vista à respeito dos jovens que participam do FSM, em particular os que estão acampados (alguns enraizados) no III Acampamento Intercontinental da Juventude. O acampamento fica localizado no Parque Harmonia, perto do palco de shows Anfiteatro do Pôr do Sol. Como nos anos anteriores, apesar de ter melhorado muito, a estrutura deixa a desejar. Se você não está disposto à tomar banho em público, conhecer banheiros "alternativos" e tomar, incondicionalmente, um banho de lama toda vez que sair da barraca, não é aconselhável se instalar no Acampamento da Juventude. Nesse caso você deve procurar um lugar menos "perrengue" pra se instalar no FSM. Um lugar que tenha ao menos privadas limpas. Mas a estutura não parece incomodar tanto os frequentadores do Acampamento, pois o que importa para muitos que estão instalados lá é a variedade de pessoas pra se "conhecer", e não estar em condições físicas e mentais para uma boa participação nas atividades oficiais e paralelas que ocorrerão em Porto Alegre. Na verdade, houve uma mudança notável entre o tipo de jovem que está presente no III FSM e o que esteve no I FSM. No I FSM a maior parte da juventude era composta por militantes e ativistas, no mínimo pessoas informadas que tinham algum objetivo ou tarefa a cumprir no FSM. Os que foram de perdidos, sem nada para fazer e sem noção de onde estavam eram minoria e, muitas vezes, acabavam mudando sua postura alienada para não se isolarem num acampamento de jovens aonde o principal assunto era política. Já no II FSM o cenário mudou bastante, o número de baladeiros vara-noite aumentou de maneira considerável. O acampamento que no I FSM era, à noite, um local tranquilo, transformou-se na meca dos "baladeiros politizados", dos caras que adoram arrotar que são de esquerda, que vão mudar o mundo e que não fazem nada para mudar a realidade. O famoso "Esquerdista de Boteco". Mesmo assim o número de jovens ativistas e militantes era o suficiente para equilibrar a alienação e futilidade de muitos baladeiros. Agora estamos no III FSM, e o acampamento desandou totalmente. O número de pessoas que nem sabem o que é o FSM aumentou extraordinariamente, o número considerável de jovens ativistas e militantes não é o suficiente para impedir a alienação da maior parte dos acampados. Como ouvi um novato de FSM dizer "Cara, isso aqui parece um rave comunista". E é isso mesmo, uma rave de esquerda agitada por sons latino-americanos com muitos souvenirs à venda, é isso que virou om acampamento. Comentários do tipo: "Esse Fórum é que número?", "Nossa, aqui tem mulher/homem do mundo inteiro" , "To muito Loco", "To aqui porque quero me politizar, por isso vou pra oficina de vidas passadas que vai ter daqui a uma hora" e outras futilidades, são as coisas mais comuns de se ouvir no acampamento do III FSM. Procurando uma ativista no galpão de alimentação, esbarrei em uma outra conhecida minha, que nunca imaginei estar em um evento como o FSM, e sua primeira pergunta pra mim foi: "Nestor, o que vai ter de balada hoje?" e em seguida, por causa de minha resposta falando que não sabia ela lançou: "Trabalhando, aqui !? Nossa, você é louco, vai conhecer alguma gringa, aproveita." Mesmo assim o número de jovens ativistas ainda é considerável, na casa dos milhares. Esses ativistas não desperdiçam a oportunidade de realizar atividades em um local como o FSM. Muitos encontros estão sendo marcados, muitos contatos estão sendo feitos. Mas o que é contraditório é que ao mesmo tempo em que temos tanto jovens mobilizados e se aprimorando politicamente, temos, ao mesmo tempo, uma massa insuperavelmente maior de alienados e baladeiros. Talvez isso seja reflexo da modinha "sou esquerda", que tomou conta do Brasil após a vitória de Luís Inácio Lula da Silva. Pelo que estou vendo esse aumento de quantidade e perda proporcional de qualidade política é um processo natural da evolução do FSM, pois a medida que ele se destaca e atrai mais gente, mais pessoas perdidas aparecerão, pois como diz alguns que estão no acampamento: "Esses encontros de esquerda são ótimos para conhecermos outras cidades gastando pouco". A atitude mais certa que os jovens ativistas presentes no FSM devem tomar não é assumir uma postura de superioridade e desprezar os baladeiros, muito menos se render ao canto de sereia da vida feliz e sem responsabilidades. Mas manter-se como um pólo referencial de juventude conscientizada, que deve impedir que, algum dia, o FSM deixe totalmente de ser útil para articulações políticas e sociais da juventude. Essa minoria ativa da juventude do acampamento deve elaborar formas que impeçam que a única utilidade da juventude no FSM seja a de GADO, que quando não tem passeata para seguir, deve ficar num acampamento aonde a oficina mais acessível é uma que fala sobre a "importância das vidas passadas".
a realidade do acampamento ei nestor, apesar de não gostar muito de alguns termos que vc usou (alienado, por exemplo) é impossível discordar de você. realmente, até o ano passado encontrávamos muitas pessoas para debater alguma coisa que , no mínimo, lembra-se política. sei lá, um, um anarkóide de plantão criticando, um comuna falando besteiras de todo tipo ( obs: utilizo termos como esses pois me refiro aos chatos que pensam que sõa algo apenas por dizer que são) e várias pessoas interessantes e interessadas em fazer algo além de ficar latindo que eram "os verdadeiros revolucionários" MAS ESSE ANO ESCULHAMBOU DE VEZ, É O MAIS PURO DOS TURISMOS!!!até ano passado era turismo político, mas esse ano é só turismo!!!!! as pessoas realemtne estão mais interessadas no que fazer de noite, como se manter na loucura durante o dia, mas nem sequer pensar em discutir algo relacionado com política ou qualquer coisa que não seja "de quem é a vez de fumar?" ou "como compraremos mais vinho?". o acampamento da juventude é muito triste. as pessoas podem ser legais, possuírem bons corações ,mas a proposta de pensar um mundo novo fic a esquecida sempre que surge a questão mais importante para a galera " o que irei fazer hoje a noite?" sei lá o que pensar disso. eu não gosto de ficar cobrando uma postura política e crítica das pessoas, pois isso é típico de "verdadeiros revolucionários" (coisa que eu gosto de não ser), mas eu simplesmente não me sinto bem ao perceber que o FSM se tornou um meio barato de conhecer Porto Alegre, e não de repensar e reagir contra os diversos problemas mundiais. mas falando nisso, que show tem hoje? O FSM não significa nada. Caro, Nestor. Concordo com tudo o que vc relatou. Nunca fui, e nunca pretendo ir ao fórum por perceber, já em outras atividades deste tipo, a preocupação deste tipo de pessoa que freqüenta estes tipos de eventos. Na época de mov. estudantil conheci inúmeras militantes e inúmeros militantes que como diz o Belchior "já se mandaram" (não apenas deslumbrados, mas tb festeiros). Penso até que o grande número dos "ativistas" dos quais vc fala tb não são lá essas coisas, ou seja, não estejam envolvidos sériamente com atividades políticas, mas simplesmente são ativistas que participam mais de encontros públicos como este ou então de suas organizações ou coletivos aos quais são simpatizantes. Gostei do texto. Principalmente pela crítica feita, já que comumente as pessoas não questionam o que estão fazendo. seja qual for sua posição política, desejo-lhe saudações libertárias. Concordo discordando Cara, eu concordo com você mas acho que nós poderíamos voltar nossas atenções para o lado interessante do fórum. Tem gente do mundo todo aqui, com concepções e ideologias diversas, e não podemos colocar todos no mesmo balaio. Agora mais do que nunca vale o principio da livre comunicação que tanto prezamos, a organização pode ser uma merda centralizada e propagandista, mas ela possibilita troca de experiências incríveis. Serão realizadas diversas atividades pelo fórum e paralelo a este que valem a pena conferir e participar, criticamente mas aberto à comunicação. Filtro Oi, sem duvida alguma a alienacao dos jovens é constante na realidade brasileira. Isto nao acontece apenas no FSM mas nao é preciso nem sair do circulo de conhecidos para perceber. Minha opiniao é que cada pessoa tem o direito de expressar suas vontades, e agir de acordo com sua cabeça. Se seguir a constituição, tem o amparo desta, senao, recebe as punicoes consequentes. Nao devemos nos render a massa inconsciente. Nao devemos deixar de ir ao FSM apenas porque agrupa alienados (ou qual nome se quiser usar). Se somos tao "informados", é no mínimo injusto que deixemos esta massa descontrolada e sem direção. Este é um "chamado as armas". Bom trabalho para todos nós. o que fazer ? Lendo os comentários me atinge um certo sentimento de desesperança. Não a minha mas a dos outros. Tenho certeza que o Fórum será cada vez mais frequentado por pessoas interessadas em viajar e "curtir" ao invés de participar do evento. Mas também tenho certeza de que tomarmos a postura "isso aqui não é mais o que era, vou embora, não volto mais" não faz sentido algum. Se aqueles que acreditam no Fórum por aquilo que ele representa, deixarem o mesmo de lado, apenas por que se incomodam com a "moda", o Fórum vai perder sua representção, e de maneira estúpida. Deixem que os viajantes viagem. Eles não estão prejudicando ninguém (talvez estejam prejudicando a si mesmos, perdendo ótimas oportunidades).Quem acredita, deve continuar. talvez apesar de estar meio complicado e com o pessoal mais interessado com a balada do que com qquer outra coisa, espero q esta popularização sirva pra dar uma instrução pra esse pessoal e q assim tomem consciencia da lamentavel situação mundial. REprodução desta sociedade Participei da organização do II Acampamento Intercontinental da Juventude na II ed. do FSM. Minhas avaliações são pessimistas em relação à proposição política que o FSM e seu povo petista vem mentendo ao centralizar toda e qualquer discussão política que puderem. Ano passado decepcionei-me ao deparar com as mesmas reproduções político-partidárias de qualquer encontro juvenil promovido pelas vias partidárias. Espelho disso foi a briga, isto mesmo, a briga ocorrida no Encontro Mundial da Juventude, palco político, ou, arena de disputa política dos partidos esquerdiatas brasileiros. Degradante!!! A org. do acampamento remeteu-se a sufocar qualquer manifestação contraria às posições do PT.Envergonho-me ao ver esta mass-universitas alienada e sem qualquer compromisso ético no acampamento. A massa de univesitários encontrada no acampamento dá margem para a crítica a Educação e das instituições de ensino. Há uma grande elitização das discussões, e uma vez disse que o FSM assemelha-se à uma Expo-ONG ou à uma feira de Utilidades Domésticas. Argumento que o FSM não foi feito para discutir novas formas de org. política mas sim política publicas para o conforto das ONG´s. Vi no acampamento a impossibilidade de discussão a uma nova sociedade, seja ela menos romântica e mais efetiva, que desse margem a novas proposições ao mov. anti-globalização já esgotados pela impossibilidade de articulação pala cooptação dos partidos no Brasil (isto no caso brasileiro). Há no seio do FSM uma grande demagogia, demagogia esta que emperra o fortalecimento do Mov. Sei bem que o FSm é um grande espaço de articulação internacional, não desprezo sua importãncia, mas faço uma análise que tenta desvendar um pouco o lado obscuro da esquerda brasileira. Òsculo, Maciel Shira pequenos coment?rios... Ol?... Acho legal essa discuss?o acontecer de uma forma mais aberta e emais profunda do que ? o significado das realiza??es desses 3 F?runs e em conjunto o Acampamento de Juventude. Ou?o algumas pessoas falarem que a realiza??o do F?rum est? sendo um marco hist?rico na contribui??o da luta de classes, o que estaria potencializando a a??o da classe trabalhadora em nivel mundial. Ser?? O F?rum tem mostrado ser um importante espa?o de encontros de militantes e movimentos e sua consequente troca de experi?ncias, tem tamb?m, conseguido em certa parte comprir seu objetivo de pautar e questionar a a??o daqueles que encontram-se reunidos em Davos. Sabemos que tudo isso ? verdade, mas essas a??es realmente estariam contribuindo para um efetivo avan?o na luta de classes para os trabalhadores do mundo? Com realiza??o do F?rum nos moldes que vem acontecendo acredito que vem se tornando necess?rio a realiza??o de outros f?runs bem definidos para o debate de id?ias mais especificas, como por exemplo, aglutinar as mais diversas vertentes de ideais de ruptura do sistema e debater sobre sa?das perante o atual quadro. As coisas est?o muito superficiais, grandes confer?ncias baixando a linha ideol?gica do encontro acho que n?o facilita para uma a??o mais radicalizada da classe trabalhadora, mas serve por?m, para reagrupar todo esse povo a serem tachados futuramente filhos de LULA. No caso do acamamento, acho que a proposta do encontro ? a de mobilizar aqueles ativistas que de alguma forma pode estar contribuindo para a derrocada do sistema. Por?m n?o acredito que nesse caso a mobiliza??o deva ser o fator principal, haja vista que estamos lidando numa conjuntura p?s-grandes mobiliza??es e que agora fundamentalmente devemos juntar nossos esfor?os para a constru??o de uma linha pol?tica una para enfretar o capital. Nesse sentido acho que n?s da juventude n?o estamos conseguindo fazer isso. As afirma??es anteriores tem sentido pois, de fato para aqueles que vieram na espectativa de encontrarem mais atividades que conseguissem colocar o esbo?o pol?tico que se espera num encontro com essa envergadura, devem ter se frustrado um pouco. pequenos comentários Olá... Acho legal essa discussão acontecer de uma forma mais aberta e mais profunda do que é o significado das realizações desses 3 Fóruns e em conjunto o Acampamento de Juventude. Ouço algumas pessoas falarem que a realização do Fórum está sendo um marco histórico na contribuição da luta de classes, o que estaria potencializando a ação da classe trabalhadora em nível mundial. Será? O Fórum tem mostrado ser um importante espaço de encontros de militantes e movimentos e sua conseqüente troca de experiências, tem também, conseguido em certa parte cumprir seu objetivo de pautar e questionar a ação daqueles que encontram-se reunidos em Davos. Sabemos que tudo isso é verdade, mas essas ações realmente estariam contribuindo para um efetivo avanço na luta de classes para os trabalhadores do mundo? Com realização do Fórum nos moldes que vem acontecendo acredito que vem se tornando necessário a realização de outros fóruns bem definidos para o debate de idéias mais especificas, como por exemplo, aglutinar as mais diversas vertentes de ideais de ruptura do sistema e debater sobre saídas perante o atual quadro. As coisas estão muito superficiais, grandes conferências baixando a linha ideológica do encontro acho que não facilita para uma ação mais radicalizada da classe trabalhadora, mas serve porém, para reagrupar todo esse povo a serem tachados futuramente filhos de LULA. No caso do acampamento, acho que a proposta do encontro é a de mobilizar aqueles ativistas que de alguma forma pode estar contribuindo para a derrocada do sistema. Porém não acredito que nesse caso a mobilização deva ser o fator principal, haja vista que estamos lidando numa conjuntura de grandes mobilizações mundiais e que agora fundamentalmente devemos juntar nossos esforços para a construção de uma linha política una para enfrentar o capital. Nesse sentido acho que nós da juventude não estamos conseguindo fazer isso. As afirmações anteriores são relevantes, de fato para aqueles que vieram na expectativa de encontrarem mais atividades que conseguissem colocar o esboço político que se espera num encontro com essa envergadura, devem ter se frustrado um pouco. Não colocaria a culpa, na sua totalidade na organização do encontro. Acho que a centralização da forma como aconteceu não contribui para a construção desse processo. Porém também acho que as organizações dos mais variados movimentos lá presentes, não conseguiram também disputar a construção do encontro. Sendo assim esperamos que esses 3 fóruns tenham contribuindo para uma avaliação mais séria dos erros e acertos que tivemos para que em 2004 na Índia ou mesmo em 2005 pois para nós brasileiros ficará mais difícil nossa incersão na Ásia (efeitos da crise econômica) sirvam para melhorar e encontrarmos o rumo esperado desses que poderão ser encontrados muito mais relevantes no quadro político do que os que estamos vendo agora. Pontos de Vista J? falei aqui para o pessoal do CMI e volto a dizer: muitos s? v?m aquilo que seus olhos querem ver. Alguns conseguem ir al?m, conseguem ver o que o OUTRO v?. Outros n?o, e estes n?o compreendem. ? evidente que o Acampamento da Juventude comporta toda uma fauna muit?ssimo variada; ? evidente que muitos l? n?o est?o nem a? para pol?tica, para o social, para o cultural at? e mesmo para nada. Agora, conhe?o gente que acampou, vi gente e estive l?. Muitos s? queriam do acampamento o melhor que ele podia oferecer: uma pousada barata e chance de trocar experi?ncias com o OUTRO. E isso n?o quer dizer "farrear", quer dizer a troca mesmo, conhecer o OUTRO. E pode ter certeza, isso aconteceu, bastava estar no lugar certo. Se voc? foi no acampamento no s?bado e no domingo o que voc? viu? As pessoas de Porto Alegre indo visitar o acampamento. Claro, ?s vezes s? para ver algo "estranho" ou diferente. Por outro lado, muitos participantes acampados, sa?am do acampamento e ?am para as atividades nos milhares de pontos de Porto Alegre que acontec?a o FSM. Ou seja, al?m das pr?prias atividades do acampamento, o pessoal tamb?m tava buscando participar dos eventos em outros lugares. Portanto, n?o ca?a no discurso rid?culo de dizer que o Acampamento da Juventude ? um bando de alienados ou de militantes de carteirinha (n?o estou dizendo que eles n?o estavam l?). E mesmo que fosse, seria papel da tal "juventude militante, ativista, politizada" reverter esse papel por meio das suas pr?prias a??es, afinal, este ? um dos grandes objetivos da a??o revolucion?ria: conscientizar. Sobre o papel do partidarismo e principalmente das milit?ncias jovens dos partidos, se eles fazem parte do problema, n?o ? saindo da luta que voc? vence ela. Cabe superar esse aparelhamento e creio que o anarquista sabe bem fazer isso. Falando nisso, apesar de todos esses problemas aparentes e embora n?o esteja sendo discutido aqui, o Acampamento teve v?rios aspectos positivos. Eu come?aria pelo pr?prio fato de ser "acampamento", muitas pessoas que n?o teriam a oportunidade de vir para Porto Alegre puderam vir (e n?o s? para "badalar"). O Acampamento teve sua import?ncia aumentada no FSM, em suas pr?prias atividades e tamb?m porque muitos do F?rum estavam acampados. Era isso, um OUTRO ponto de vista. A constru??o faz parte da mudan?a, ela n?o ? o resultado final, que se deseja, mas ? o que se tem. "Cabe transformar", como dira o velho Marx. Prazer e conhecimento É bom não esquecer que é sempre recomendável unir o prazer do conhecimento com o conhecimento do prazer, no acampamento ou em qualquer outro lugar.... Moi-moi... Xiita Fresco Pô, Nestor, que radicalismo mais boçal! Qual o problema de se divertir à noite, beber um pouco, levar uma guria bacana pra barraca (pra falar de política também, porque não), depois de passar o dia todo assistindo palestras e participando de várias atividades do Fórum? Um mundo melhor é, por acaso, um mundo sem diversão? Sem sexo? Por que não unir o útil (realizado durante todo o dia, pela maioria, pelo menos), com o agradável (realizado a noite , também pela maioria, a não ser pelos xiitas ortodoxos e assexuados como você)? E do mais, não acredito que alguém conceba um banheiro de acampamento, onde estão 30 mil pessoas, limpo e perfumado. O meu, vai pra uma suíte bacana, já que você deve ter para gastar... RESPOSTA PARA MAURILIO Colega O problema não é o sexo e as biritas, mas sim a TOTAL falta de interesse dos jovens em relação ao FSM. Se vc estava lah vc sabe muito bem que uma grande parte dos jovens não apareceram na PUC nenhum dia. Em relação a ser assexuado...vc naum me conhece pra falar uma coisa dessas, então desconsidero. Abraços Nestor Diversidade Acho muito interessante esta diversidade de opiniões sobre o Acampamento e o Fórum. Aliás acho que é justamente essa diversidade de opções, de contatos, de culturas diferentes que fez do FSM e do acampamento eventos únicos... não apenas no Brasil, mas no mundo. O que nunca podemos esquecer é que não é mais importante estar em um lugar onde ocorrem eventos oficiais e conferências políticas ou em um evento paralelo, alternativo e cultural. A simples opção de poder conhecer os dois já é algo espantosamente maravilhoso. Se as vão ou deixam de ir à PUC, isso pode estar relacionado a milhares de motivos diferentes. Poxa, eu mesmo, ano passado fui à PUC diversas vezes. Esse ano apenas um dia, e não voltei mais... A programação oficial não me agradou e pronto. Além do que eu não tinha dinheiro pra ficar passeando por aí, era $ só pra comer e olha lá... Prefiri ficar no acampamento, ver oficinas de malabares, de danças típicas européias, passar uma tarde no gasômetro, outra vendo shows num palco livre montado no acampamento, ouvindo sons de bandas do Brasil inteiro, e de gente de outros países também. Aliás em que lugar eu poderia ter a oportunidade de ver bandas do Brasil inteiro e de outros países latino-americanos, tocando sons próprios? onde? aqui na minha cidadezinha do interior de SP? Em que outro lugar eu poderia ver tantos anarquistas reunidos num mesmo lugar como durante as Jornadas Anarquistas (aliás fantásticas). Em que outro lugar eu teria oportunidade de fumar um com gente do Rio, SP, Bahia, RS, PR, SC, MG, Argentina, Uruguai, EUA, e trocar uma idéia sobre qualquer assunto, política, drogas, sexo, música, cultura, artes, com gente de tantos lugares diferentes, com tantas opiniões diferentes? A escolha só existe quando temos opções diferentes para escolher. Não escolhemos algo se só temos uma única opção. Para muita gente que foi lá pela primeira vez, era novidade até o fato de ter essas opções diferentes, que muitos nem sonhavam existir. Peço aos nossos amigos que pensem bem na diversidade humana alí presente, e na riqueza de relações sociais que foram ali estabelecidas, mesmo que breves e mometâneas. Essa riqueza e diversidade toda, por si só, já muda a visão de mundo de muita gente que o nosso colega chama de "alienada" (termo aliás que infelizmente cabe a muitos mesmo). Nossa sociedade só será livre quando tivermos opção de escolher, quando nos for dada a OPORTUNIDADE REAL de escolher o que queremos para nós mesmos. Saudações libertárias Luc@s Algu?m ficou sabendo qual era a proposta do Acampamento? N?o sou desta petezada mas desejo defender a organiza??o e proposta. Nestor, considero que tua cr?tica deveria se restringir
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