Digitalização do rádio e tv: a sociedade não pode ficar de fora
Um grupo formado por militantes sociais e entidades representativas está organizando a resistência à implantação precipitada e sem discussão do processo de digitalização do rádio e tv. A pressa atende a interesses estranhos à maioria da população brasileira. Um dos temas que está sendo deixado de lado é o espaço que sobra no espectro eletromagnético após a digitalização. Os canais digitais precisam de menos espaço e a "sobra" ficará com as mesmas empresas. Por que não realizar novas concessões, com este espaço? Esta é uma das questões que não estão sendo discutidas na mídia, que resume a discussão ao padrão tecnológico a ser escolhido.
Audiência pública - As iniciativas pretendem chamar atenção da população sobre o assunto e organizar todas as iniciativas possíveis para esta luta. Já está marcada para o dia 22 de fevereiro, no Rio de Janeiro, na Assembléia Legislativa, a audiência pública sobre a implantação do sistema de rádio digital Iboc, dos EUA, em nossas emissoras.
Carnaval - O bloco Tire o Dedo do Meu Digital deve sair ao final da audiência. A concentração vai ser na Praça XV e a proposta é ir até a Cinelândia. Sambando e distribuindo panfletos sobre o tema. A idéia é chamar atenção para o assunto.
Fórum de entidades - Será lançado um fórum que reúna entidades e pessoas que estão nesta luta. A idéia é que isto aconteça no dia 23 de março, com o lançamento de um manifesto.
Grupo de estudo - Também será realizado – em fevereiro - um grupo de estudo sobre o tema. O professor Luiz Fernando Gomes Soares, do Departamento de Informática da PUC-Rio e que faz parte do Conselho Consultivo do Sistema Brasileiro de Tv Digital, foi convidado e já topou. Ele vai falar sobre todos os sistemas de tv e esclarecer todas as dúvidas para municiar a militância de informações.
Vinhetas - Vamos também produzir algum vídeo, curto, para ser exibido na tv comunitária. E uma vinheta para distribuir nas rádios livres / comunitárias. Além do texto explicativo sobre o processo, para ser distribuído para as entidades sociais, que podem – e devem - assinar o manifesto.
