Nem sempre o Rio Tietê foi poluído. Ainda na Década de 1960, o rio tinha até peixes no seu trecho da capital. Além disso, eram famosas as disputas de regatas no rio.
Podemos levantar as causas da poluição do Rio Tietê, que coincide com a expansão da industrialização da cidade de São Paulo. E tal degradação do Rio Tietê coincide com a construção da Rede Coletora de Esgoto, pela SABESP.

Embora esta decisão política tenha permitido uma grande expansão do parque industrial de São Paulo, ela inviabilizou o uso do Rio Tietê para o abastecimento da cidade. Isso retirou a vontade política do governo de gastar recursos em sua manutenção, o que aliado à crescente demanda (fruto da expansão econômica da cidade), degradou o rio a níveis intoleráveis.

A partir de 1992, após intensa pressão popular (a sociedade civil chegou a colher mais de um milhão de assinaturas: foi um dos maiores abaixo-assinados já realizado no país), o governo do estado de São Paulo, por meio da Sabesp - empresa de saneamento básico do estado, que se comprometeu a estabelecer um programa de despoluição. O Estado buscou recursos junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento - o BID - e tem feito o maior disperdicio com a obra do projeto de recuperação ambiental do Rio Tietê.

A difícil tarefa de acabar com a poluição gerada por esgotos na Região Metropolitana de São Paulo recebeu o nome de Projeto Tietê. Não é um projeto exclusivamente governamental, já que conta com intensa participação de organizações da sociedade civil. A despoluição do Rio Tietê ainda está muito aquém dos níveis desejados, ainda não foram feitos progressos animadores. Segundo informações da Sabesp em seu site, no final da década de 1990, a capacidade de tratamento de esgotos foi ampliada: a Sabesp realizou a ampliação da capacidade de tratamento da Estação de Tratamento de Esgotos de Barueri, a 20 km a jusante do município de São Paulo e inaugurou as Estações de Tratamento de Esgoto Parque Novo Mundo, São Miguel e ABC, que ficam a montante do município de São Paulo. Não bem isso que vemos na periferia da cidade de São Paulo. A Estação de Tratamento de Esgoto de São Miguel Paulista, por exemplo, só recebe o esgoto de parte do distrito administrativo de Jardim Helena, isso corresponde a menos de 1% do esgoto da região.

No início do programa, o percentual de esgotos tratados em relação aos esgotos coletados não ultrapassava os 2% na Região Metropolitana de São Paulo. Em 2004, esse percentual estava em 3% (incluindo tratamento primário e secundário). A mancha de poluição do Rio Tietê, já passa de 100 km.

E ainda, é preciso lembrar que ao longo de todo o rio, fora da Região Metropolitana, todos os municípios da bacia possuem coleta de esgotos nenhum tem seus esgotos devidamente tratados, o que mostra que muito ainda há para ser feito.

Além do tratamento de esgoto (com construção de ligações domiciliares, coletores-tronco, interceptadores e estações de tratamento de esgotos), o programa de despoluição do Tietê também prevê o controle de efluentes das indústrias. Mas na pratica não bem assim. As industrias continuam poluindo o Rio Tietê.

De acordo com o governo estadual, através da Cetesb, mil e duzentas indústrias, correspondente a 90% da carga poluidora industrial lançada no rio Tietê, aderiram ao projeto, mas não deixaram de lançar resíduos e toda espécie de contaminantes no curso d'agua.

Desde o início do programa de despoluição em 1992, já foram gastos mais de US$ 3,5 bilhão de dólares.
Porém, segundo especialistas em saneamento ambiental e engenharia, a poluição difusa da região metropolitana, composta por chuva ácida, poeiras, lixo e resíduos de veículos (vazamentos de fluidos de óleos, resíduos de pastilhas de freios, entre outros) continuará indo para as galerias de águas pluviais também sem tratamento: o rio, depois de todo o projeto de despoluição implantado, apresentará indicadores técnicos e ambientais muito superiores aos atuais, porém esteticamente a percepção da qualidade das águas não será tão grande por parte da população, sendo necessário um trabalho de esclarecimento à população.

Para enganar a população são construídas supostas estações de tratamento, as quais não recebem nem 1% do esgoto da região metropolitana. Ainda podemos ver nos corregos e rios afluentes do Rio Tietê as tubulações da rede de esgoto implantada pela Sabesp despejando milhares de toneladas diarias de dejetos liquidos e sólidos vindos das residencias e industrias. Escondem tudo com canalisações de corregos e rios que eles poluiram. Alem de poluir eles destroem completamente a chance deles se regenerarem, crueldade com meio ambiente (passaros, insetos, animais e nós) e o clima.

Sem dúvida a empresa que mais polui o Rio Tietê é a Sabesp e ela recebe para isso. Todas residencia são obrigadas a pagar no mínimo R$11,00 de taxa de coleta de esgoto. Esgoto que é jogado no corrego e ou rio mais proximo pelas tubalações da Sabesp e vão parar no Rio Tietê.

Até quando vamos contribuir para a poluição da água?

Até quando vamos contribuir para poluição do Rio Tietê?