| Conheça a justificativa do novo carro da Viradouro Por Paulo Barros 01/02/2008 às 13:57 O holocausto atingiu não apenas aos judeus, marcando a vida de comunistas, homossexuais, ciganos, deficientes mentais e físicos, intelectuais que discordavam do regime de Hitler, homens, mulheres e crianças que morreram brutalmente, vítimas do nazi-fascismo. A execução do direito de liberdade e a intolerância para com a diversidade cultural, ideológica e religiosa assassinou negros, índios, alquimistas, visionários. A Viradouro subverte a tristeza e desnuda o horror da intolerância. O cerceamento da liberdade de expressão é o terreno mais fértil para que proliferem a violência, o desrespeito, a brutalidade, o extermínio. Nem os algozes, nem as vítimas da trágica história da humanidade têm o direito de ocultar os fatos, entorpecer a memória. A proibição sumária da expressão artística é o primeiro passo em direção ao precipício: queimar livros, censurar filmes, destruir alegorias. Por trás de toda arbitrariedade, se esconde a mediocridade, a impossibilidade de vencer a força das idéias, e o que resta é dizimá-las.
A "execução da liberdade" é a quinta alegoria da Escola e percorre a avenida para lembrar que o extermínio pode ser a conseqüência do preconceito, da intolerância, do desrespeito à diversidade. Inicialmente concebida para representar um dos maiores genocídios da humanidade, o holocausto, o carro foi impedido de desfilar por mandato judicial da Federação Israelita do Rio de Janeiro no dia 31 de janeiro de 2008. Algumas reações de organismos nacionais e internacionais deixam clara a incompreensão de que o desfile das escolas de samba é um poderoso instrumento de divulgação de idéias, de sensibilização de corações e mentes de todo o planeta.
O carnaval foi apontado como "espaço inapropriado, em seu ambiente festivo", "desfile com música, mulheres e homens semi desnudos dançando alegremente face a recordação das vítimas do Holocausto", "um espetáculo abominável para os sobreviventes e suas famílias". É claro que houve a compreensão das intenções da escola, ou seja, alertar contra o genocídio de milhares de seres humanos. A alegoria enquanto escultura, se exposta em uma bienal de arte seria aceita. Na avenida, se torna inadequada. Outras formas de arte retratam o holocausto, como o cinema, o teatro e as artes plásticas.
As salas de cinema e os salões dos museus são os espaços mais adequados para que o povo reflita sobre as barbaridades do homem? Considerar "escárnio" desfilar como tema tão contundente na Marquês de Sapucaí é descredenciar uma das mais importantes manifestações culturais brasileiras. Palco de lutas pela liberdade, a Avenida mostrou, ao longo de anos de desfile, a opressão contra negros e índios, a resistência dos migrantes nordestinos contra a miséria, a saga de heróis que foram mártires nas batalhas pela democracia.
O holocausto atingiu não apenas aos judeus, marcando a vida de comunistas, homossexuais, ciganos, deficientes mentais e físicos, intelectuais que discordavam do regime de Hitler, homens, mulheres e crianças que morreram brutalmente, vítimas do nazi-fascismo. A execução do direito de liberdade e a intolerância para com a diversidade cultural, ideológica e religiosa assassinou negros, índios, alquimistas, visionários.
A quinta alegoria da Viradouro, passará na Sapucaí representando um protesto contra todo o tipo de extermínio da vida e da liberdade. Não se conta a verdadeira história do homem só com poesia e prazer. As cicatrizes da alma são a melhor forma de proteção contra novas feridas.
>>Adicione um comentário BRILHANTE!!!!Mas, ainda assim, se eu fosse presidente da escola representaria outros holocaustos, onde os representantes dos povos vitimimados se sentiriam bastante homenageados.  | Nasci e/ou fui criado no meio do carnaval, e penso que a intenção do carro é, em primeiro lugar, fazer publicidade com a controvérsia, algo parecido foi feito com com um outro carro há algum tempo, que lidava com o tema "luxo do lixo" e retratava a estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, como um mendigo que abraçava as favelas, e mesmo sendo proibida desfilou encoberta com um manto. Em suma, um inteligente marketing para a escola de samba, no entanto, também parece-me meio fora do contexto tratar a Shoah num carnaval, embora, o efeito teria sido muito interessante pelo contraste, um soco no estômago, mas, infelizmente, os problemas quotidianos do Rio são muito mais presentes em seu horror, evidentemente, não podemos nunca esquecer a tragédia do Holocausto para que nada de tão horrível aconteça com quem quer que seja, penso que seja muito pior nega-lo enquanto historia, temos de ter isso como verdade, mas penso que a verdadeira e principal história é aquela individualmente vivida, este modo de agir, magnificando tragédias, parece-me mais um truque do mal ou por esse oportunisticamente cavalgado, no sentido de, quando vemos horrores dessa magnitude toda a nossa maldade quotidiana parecem bobagens, pequenos desvios de conduta, assim, os jovens poderão viver e cometer os seus erros ou horrores naturalmente, sem traumas, e depois, se não forem muito excitantes estarão sujeitos às chantagens de uma justiça charlatona guiada por pervertidos.  Nem adianta se esconder, o c.r.i.X.t.o vai te pegar!  | O holocausto foi inventado pelos judeus, criação exclusiva. Investiram muito, durante sessenta anos. Principalmente em propaganda. São deles a propriedade intelectual e os direitos autorais, sem sombra de dúvida! E agora vem a Viradouro, simplesmente querendo usar o holocausto, sem pagar royalties? Tem que censurar mesmo. Tá certa a juíza Kalichsztein! (exagerei, podem esconder) O Holocausto é propriedade da humanidade... E jamais deve ser esqueçido para que as gerações futuras não permitam que um dos mais negros episódios da raça humana volte a se repitir...
O que a juíza proibiu, e isto eu concordo em gênero e grau, não foi a retirada do referido carro alegórico, mas a retiradas de bonecos nus representando vítimas do nazismo e passiste caracterizado de Adolfo Hitler... 70 por cento dos brasileiros são contra qualquer alusão ao nazismo no carnaval, o nazista idiota do GG pode entrar no site da revista e ficar votando, já que o idiota e as viúvas de hitler sempre tão presentes no cmi fazem tanta questão do nazismo no carnaval. Não precisa desmanchar o carro alegórico. Tirem os bonecos judeus. Coloquem bonecos palestinos mulheres e crianças. Tirem o Hitler. Coloquem o Sharom.
Pronto: Não precisa nem mudar o samba, porque o Holocausto é o mesmo.
Todos nós judeus, cristãos e palestinos, somos iguais, filhos do mesmo DEUS e devemos ser respeitados inteiramente nos nossos sofrimentos.
Parabéns à juíza, que certamente teria feito o mesmo, em consternação ao genocídio de milhares de palestinos do "Holocausto Hoje" direto via TV.
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