MURO, LIMPEZA ÉTINICA E A SOLUÇÃO FINAL

O Muro do Apartheid construído por Israel ao redor e além dos Territórios Ocupados e o criminoso cerco a Gaza resumem o modelo atual da teoria sionista de Herzl. De tempos em tempos, e mais recentemente tem se tornado a norma, Israel impede a entrada de ajuda internacional, alimentos, combustível e serviços humanitários a Gaza, em uma representação perfeita de um cerco medieval. A normalidade não existe mais são bombardeios aleatórios diários e violentas incursões militares focadas contra os civis palestinos a fim de pressioná-los. A ?prisão de Gaza? deixou de ser uma metáfora e tornou-se uma realidade cotidiana. Na realidade, as condições impostas ao povo nativo são muito piores do que a média das prisões espalhadas pelo mundo. Presos, mesmo combatentes inimigos em casos de guerra, esperam ter seus direitos humanos respeitados e protegidos, com estruturas de acolhimento, alimentação e roupas. Os palestinos de Gaza não contam nem com esse direito básico, conforme determina a Lei Internacional.

Dessa forma, fica claro o objetivo por trás desse meio extremo de separação: a transferência forçada dos palestinos. Ao privá-los das condições básicas de vida dos seres humanos, presume-se que os palestinos acabarão por abandonar suas terras, o que poderá ser então vendido para o Ocidente como mais uma fase desse ?êxodo voluntário?. Caso os palestinos deixem suas terras, na mentalidade sionista, eles automaticamente perdem também o direito a elas ? perfeitamente de acordo com o que as gerações anteriores de sionistas acreditavam que tinham feito os refugiados palestinos durante as guerras de 1948 e 1967. Mas será esse processo viável mais uma vez?

A ideologia sionista foge completamente não apenas da Lei Internacional, mas também dos valores defendidos pela maioria das sociedades e ideologias existentes. Ao mesmo tempo, a natureza das ambições sionistas torna-se cada vez mais difícil de esconder, como fica evidente nas diversas pesquisas internacionais que apontam que os povos ? e não seus governos ? acreditam que Israel é uma das maiores ameaças à paz mundial. O interessante é que o sonho sionista assume que os palestinos permanecerão passivos durante a sua lenta erradicação. A história e o presente são testemunhas de que isso não acontecerá. O breve futuro pode trazer o fim do sonho sionista, que por mais de um século aterroriza o povo nativo da Palestina.

ESSA É A ÉTICA DOS TALMUDISTAS: PARA NÓS TUDO, PARA OS GOIM O LIXO.